
Entre os dias 16 e 18 de março (de quinta a sábado passados), um “tornado” foi observado por astrônomos em uma “dança colossal” perto do polo norte do Sol.
“Essa coisa estava torcendo e crescendo por três dias”, relatou Apollo Lasky, de Naperville, Illinois, que fez o filme acima usando imagens do Observatório de Dinâmicas Solares (SDO) da NASA e enviou para a plataforma de meteorologia espacial Spaceweather.com.
Diferentemente dos tornados na Terra, que são moldados pelo vento, os tornados no Sol são controlados pelo magnetismo. Os campos magnéticos solares se contorcem em uma espiral furiosa, arrastando nuvens de plasma com eles.
Ao fim do terceiro dia, o tornado solar girou e lançou uma nuvem de gás magnetizado para o espaço – que não vai atingir a Terra.
Por um lado, isso é uma excelente notícia, já que, dependendo da intensidade com que atingem o campo magnético da Terra, esses ventos podem causar problemas de flutuações da rede elétrica, interrupções nas operações por satélite e mudanças no comportamento dos animais migratórios, por exemplo.
Em contrapartida, um efeito belíssimo provocado por esse tipo de fenômeno não poderá ser visto: a formação de auroras nas extremidades da Terra.
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