Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 31 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Tremores lunares podem revelar gelo enterrado nas crateras do polo sul da Lua

Tremores lunares podem revelar gelo enterrado nas crateras do polo sul da Lua

Um novo estudo publicado na revista Science Advances nesta sexta-feira (31) aponta que ondas sísmicas — o mesmo tipo de vibração medido durante terremotos — podem ser usadas para localizar e mapear depósitos de gelo enterrados sob a superfície da Lua. A pesquisa foi conduzida por geólogos da Universidade de Maryland (EUA), do Lawrence Berkeley National Laboratory e da Universidade do Havaí (EUA).

O trabalho chega em momento decisivo: o programa Artemis, da NASA, tem como alvo a região polar sul da Lua para pousos tripulados em 2028.

O gelo de água escondido nas sombras profundas e congeladas das crateras polares é considerado um dos recursos mais valiosos que um astronauta pode encontrar.

Derretido e purificado, pode virar água potável; separado por eletricidade, fornece oxigênio para respirar e hidrogênio para combustível de foguetes — o que significa que localizar um suprimento constante de gelo lunar poderia reduzir significativamente o que missões futuras precisariam transportar da Terra.

Hoje, ninguém sabe com exatidão quanto gelo existe na Lua nem onde ele está. Satélites conseguem escanear a superfície lunar a partir da órbita, mas enxergam apenas a camada superior do solo. Depósitos de gelo de água podem estar muito mais fundo — e é exatamente esse espaço que a nova abordagem sísmica pretende alcançar.

A lógica por trás da pesquisa parte de uma diferença física: solo congelado e solo seco se comportam de maneira distinta quando uma onda sísmica passa por eles.

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