Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Três ejeções de massas coronais trazem tempestade solar à Terra nesta quinta-feira (4)

Três ejeções de massas coronais trazem tempestade solar à Terra nesta quinta-feira (4)

Desde o dia 1º de novembro, o Sol já fez três ejeções de massas coronais (EMCs), que são, basicamente, liberações intensas de gás ionizado em altíssimas temperaturas. Esses gases constituem o que chamamos de “ventos solares” e podem causar problemas variados se chegarem ao campo magnético da Terra.

Mas isso não é tudo: a atividade solar está tão intensa que uma das três ejeções de massas coronais liberadas avançou tão rapidamente que se sobrepôs às outras duas, efetivamente “canibalizando” suas predecessoras e intrigando especialistas.

Shazam! This is what a G3 Geomagnetic Storm looks like from space when a coronal mass ejection (CME) from the Sun makes a direct hit with Earth. Enjoy these #VIIRS views of last nights #AuroraBorealis acquired by the #Suomi-NPP and #NOAA20 satellites. https://t.co/N94utqlp7f pic.twitter.com/m5jyZAOZmZ

#SATELLITE SPOTLIGHT: @NOAA's #NOAA20🛰️ caught the show from above as the large #GeomagneticStorm from late October created #AuroraBorealis (aka #NorthernLights) over parts of North America last night. https://t.co/mCSqyXG84w pic.twitter.com/A6WkHT8xDt

Começando do início, na última segunda-feira (1) e no início da terça-feira (2), o Sol promoveu duas EMCs, originadas de pequenos “nós” (ou “manchas solares”) na coroa da estrela. Essas ejeções vieram do nó conhecido como “AR2887”. Depois, ao final da terça-feira, uma terceira massa veio de outro nó – AR2891. Esta última é a maior, e que absorveu as anteriores.

Quando nós falamos em “canibalizar”, mais acima, mencionamos isso literalmente, já que foi assim que o Centro de Previsão do Tempo no Espaço (SWPC), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA classificou a terceira EMC.

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