
Um satélite capturou dados inéditos do tsunami gerado por um terremoto de magnitude 8,8 na Península de Kamchatka, na Rússia, em julho. O registro, segundo o Phys.org, pode transformar a forma como cientistas monitoram e preveem ondas gigantes no Pacífico.
O estudo mostrou que tsunamis gigantes não se comportam exatamente como os modelos antigos indicavam, abrindo caminho para previsões mais precisas e alertas mais eficazes em comunidades costeiras.
O satélite SWOT (Surface Water Ocean Topography), lançado em dezembro de 2022 pela NASA em parceria com a agência espacial francesa CNES, registrou o primeiro tsunami da zona de subducção em alta resolução.
Antes, só conseguíamos ver tsunamis em pontos específicos. Agora podemos capturar faixas de até 120 km de largura com dados sem precedentes da superfície do mar.
A equipe de Ruiz-Angulo também combinou imagens do satélite com informações de boias DART, que monitoram tsunamis em tempo real, para reconstruir a ruptura do terremoto com precisão. O resultado revelou detalhes inesperados sobre a propagação das ondas.
O tsunami de Kamchatka desafiou a ideia de que grandes tsunamis são não dispersivos. O que isso significa: normalmente, tsunamis gigantes se comportam como “ondas inteiras”, que viajam pelo oceano sem se espalhar ou se fragmentar.
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