Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Um pequeno asteroide chegou à nossa atmosfera e a NASA sabia

Um pequeno asteroide chegou à nossa atmosfera e a NASA sabia

Um pequeno asteroide se desintegrou na atmosfera da Terra na última sexta-feira (11), desaparecendo sobre o Mar da Noruega. Você pode não ter ficado sabendo disso, mas a NASA sabia – duas horas antes da chegada da rocha espacial, vale citar.

Isso porque a vinda do objeto foi prevista pelo sistema “Scout”, que a agência criou para fazer avaliações preditivas de objetos do espaço que venham em direção à Terra. O asteroide, chamado 2022 EB5, foi detectado por um astrônomo no Observatório Piszkéstető, na Hungria, e as informações foram enviadas ao software da NASA.

The small 3-4 meter wide asteroid #2022EB5 impacted Earth (disintegrated high in the atmosphere) last night just two hours after it was discovered! @MarkBoslough has more info. https://t.co/gfsuO4QzTt

About half an hour ago (21:30 UTC) a meteoroid entered the Earth's atmosphere, scooting across the sky between Greenland and Norway.Here's how it looked to @eumetsat's #Meteosat, which saw it just off the NW Coast of Norway…a bright flash in the night-time darkness. https://t.co/FCn17zxQtZ pic.twitter.com/nynMdKI71I

O processo foi quase que inteiramente automatizado: quando o Scout fez a avaliação de trajetória do asteroide e concluiu que ele chegaria à atmosfera da Terra, imediatamente enviou um alerta ao Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (“CNEOS”, na sigla em inglês), que por sua vez marcou o objeto para visualização do Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da NASA. Este último notificou a comunidade de astrônomos independentes, pedindo atenção para a observação do 2022 EB5.

“O Scout teve apenas 14 observações em um período de 40 minutos, a partir de um observatório, quando identificou o objeto como um impactor. Nós fomos capazes de determinar localizações de possível choque, as quais inicialmente contemplaram a área entre a Groenlândia e o norte da Noruega”, disse Davide Farnocchia, engenheiro de navegação no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL-Caltech) da NASA, e que desenvolveu o Scout. “Conforme outras observações passaram a monitorar o asteroide, nossos cálculos em relação à sua trajetória ficaram mais precisos”.

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