Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Urano ajuda cientistas a estudar exoplanetas; entenda como

Urano ajuda cientistas a estudar exoplanetas; entenda como

Estudar exoplanetas é um desafio constante para os astrônomos, mesmo com os avanços tecnológicos e novos métodos de observação. O principal obstáculo está na dificuldade em distinguir esses mundos, que muitas vezes aparecem apenas como pequenos pontos de luz próximos a estrelas brilhantes. Para aprimorar suas técnicas, uma equipe de pesquisadores decidiu usar Urano como referência.

Eles utilizaram dois observatórios espaciais. Um foi o Telescópio Espacial Hubble, na órbita da Terra, que oferece imagens detalhadas de Urano, mesmo a 2,7 bilhões de quilômetros de distância. O outro é a espaçonave New Horizons, que já passou por Plutão e pelo objeto Arrokoth. Em setembro de 2023, a sonda estava a mais de 10 bilhões de quilômetros de Urano, e os cientistas aproveitaram essa posição para observar o planeta de um ângulo inédito.

Enquanto o Hubble consegue registrar tempestades e anéis no planeta, a nave New Horizons, que não foi projetada para esse tipo de estudo, viu apenas um ponto azul pálido, similar à forma como exoplanetas são detectados por telescópios distantes. 

A comparação entre os dados dos dois observatórios permitiu que a equipe entendesse melhor como informações limitadas, como a luz de um pequeno ponto, podem revelar características globais de um mundo desconhecido.

Em um comunicado, Samantha Hasler, cientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e membro da equipe da New Horizons, diz que a observação de Urano mostrou que o planeta era mais escuro do que o previsto. Além disso, segundo ela, o brilho não mudou conforme o planeta girava, em ambos os observatórios.

Isso indica que, embora nuvens possam estar presentes em planetas gasosos, nem sempre afetam as observações. A fase em que um exoplaneta está e a quantidade de luz refletida também influenciam sua visibilidade, sugerindo que exoplanetas podem parecer mais escuros em certos momentos.

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