Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Uso de raios cósmicos pode revelar segredos da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito

Uso de raios cósmicos pode revelar segredos da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito

Uma nova varredura ultrapoderosa de raios cósmicos da Grande Pirâmide de Gizé pode revelar o que existe dentro de duas lacunas impenetráveis na misteriosa estrutura que intriga o Egito (e cientistas em todo o mundo) há mais de 4,5 mil anos.

O maior dos dois espaços está localizado logo acima da maior das três pirâmides de Gizé — uma passagem que leva ao que pode ser a câmara funerária do faraó Khufu — e tem cerca de 30 metros de comprimento e 6 metros de altura, de acordo com escaneamentos anteriores da pirâmide. 

Segundo os arqueólogos responsáveis pelo novo estudo, publicado no servidor de pré-impressão arXiv, eles não sabem o que encontrarão nesse lugar, mas esperam entender sua função. A câmara funerária escondida de Khufu é a possibilidade mais interessante. Uma hipótese mais trivial é que a cavidade tenha desempenhado algum papel na construção da pirâmide.

Da mesma forma, o segundo vazio, muito menor, localizado logo após a face norte da pirâmide, também não tem um propósito muito claro.

Construída para o faraó Khufu, cujo reinado se deu por volta de 2551 AEC a 2528 AEC, a Grande Pirâmide de Gizé é a maior já construída no Egito e a única maravilha sobrevivente do mundo antigo.

Ao longo de dois anos, o projeto “Varredura de Pirâmides” realizou uma série de escaneamentos que analisaram múons — partículas cósmicas que caem regularmente na Terra — para detectar quaisquer vazios. Esses exames revelaram ambas as cavidades em 2017.

Compartilhe