
Uma nova varredura ultrapoderosa de raios cósmicos da Grande Pirâmide de Gizé pode revelar o que existe dentro de duas lacunas impenetráveis na misteriosa estrutura que intriga o Egito (e cientistas em todo o mundo) há mais de 4,5 mil anos.
O maior dos dois espaços está localizado logo acima da maior das três pirâmides de Gizé — uma passagem que leva ao que pode ser a câmara funerária do faraó Khufu — e tem cerca de 30 metros de comprimento e 6 metros de altura, de acordo com escaneamentos anteriores da pirâmide.
Segundo os arqueólogos responsáveis pelo novo estudo, publicado no servidor de pré-impressão arXiv, eles não sabem o que encontrarão nesse lugar, mas esperam entender sua função. A câmara funerária escondida de Khufu é a possibilidade mais interessante. Uma hipótese mais trivial é que a cavidade tenha desempenhado algum papel na construção da pirâmide.
Da mesma forma, o segundo vazio, muito menor, localizado logo após a face norte da pirâmide, também não tem um propósito muito claro.
Construída para o faraó Khufu, cujo reinado se deu por volta de 2551 AEC a 2528 AEC, a Grande Pirâmide de Gizé é a maior já construída no Egito e a única maravilha sobrevivente do mundo antigo.
Ao longo de dois anos, o projeto “Varredura de Pirâmides” realizou uma série de escaneamentos que analisaram múons — partículas cósmicas que caem regularmente na Terra — para detectar quaisquer vazios. Esses exames revelaram ambas as cavidades em 2017.
Entre para comentar.