Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Vale do Silício financia pesquisas de edição genética em embriões humanos

Vale do Silício financia pesquisas de edição genética em embriões humanos

Empresários do Vale do Silício estão financiando uma das apostas mais ousadas da biotecnologia moderna: a criação de embriões geneticamente modificados para eliminar doenças hereditárias.

Segundo o The Wall Street Journal, a startup Preventine, apoiada por Sam Altman (OpenAI) e Brian Armstrong (Coinbase), quer provar que a edição genética pode tornar o nascimento de bebês mais saudáveis. No entanto, a iniciativa reacende um intenso debate ético.

A Preventine, sediada em São Francisco, desenvolve pesquisas para editar o DNA de embriões e prevenir doenças hereditárias graves. Embora o uso dessas técnicas em seres humanos seja proibido nos Estados Unidos, a empresa busca realizar testes em países que permitem o procedimento, como os Emirados Árabes Unidos.

A ideia é usar técnicas como o CRISPR, tecnologia já aplicada em tratamentos após o nascimento, para alterar genes antes mesmo da fecundação. O objetivo declarado é prevenir doenças, mas críticos temem que isso abra caminho para uma era de “aperfeiçoamento genético” humano.

Estamos comprometidos com a transparência em nossa pesquisa e publicaremos nossas descobertas, sejam elas positivas ou negativas, antes de considerarmos quaisquer ensaios clínicos em potencial.

Harrington afirma que a empresa não pretende apressar experimentos em bebês, mas já levantou US$ 30 milhões (R$ 159 milhões) para avançar nas pesquisas e promete divulgar seus resultados publicamente.

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