
Uma mulher foi enterrada com um tijolo na boca no século XVI na ilha de Lazzaretto Nuovo, na Itália. O fato chamou a atenção de historiadores, que acreditam que ela possa ter sido acusada de ser uma “vampira“. Agora, um pesquisador usou a tecnologia para reproduzir como era o rosto da mulher.
Analisando o cadáver em particular, em 2010, os pesquisadores concluíram que um tijolo foi intencionalmente colocado na boca da mulher por coveiros na tentativa de evitar novos “ataques”. Os cientistas concluíram que a mulher tinha cerca de 60 anos quando morreu e comia principalmente vegetais e grãos, dieta indicativa de uma classe social humilde.
Para reconstruir o rosto da mulher, o designer 3D e perito forense Cícero Moraes primeiro esboçou a visão frontal e lateral do crânio, bem como as arcadas dentárias, usando medidas e projeções do crânio real. Este modelo foi então digitalmente desenvolvido através da transformação da tomografia computadorizada do rosto de um indivíduo moderno, a fim de se ajustar aos contornos do crânio antigo.
Moraes então criou uma réplica do tijolo de isopor e realizou uma série de experimentos para determinar se o objeto poderia ter sido deliberadamente inserido na boca da mulher após sua morte. Os resultados indicaram que o tijolo poderia ter sido colocado dentro da cavidade oral sem danificar os dentes ou tecidos moles. A pesquisa foi publicada na revista OrtogOnline.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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