Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Vazamento de petróleo ainda impacta vida marinha no golfo do México, aponta pesquisa

Vazamento de petróleo ainda impacta vida marinha no golfo do México, aponta pesquisa

Dez anos após o vazamento de petróleo do Deepwater Horizon, um dos maiores desastres ambientais da história, ainda é possível observar resíduos do líquido pegajoso no Golfo do México. Pelo menos, é isso o que aponta um estudo publicado na revista Frontiers in Marine Science.

Ocorrido em 2010, os impactos do óleo bruto no ambiente ainda são incompreendidos. Mesmo com parte do líquido recuperado, queimado, quimicamente disperso ou evaporado, muita coisa permaneceu no mar sujeita à atuação das intempéries do tempo e de microrganismos.

Os cientistas acreditam que as características químicas e físicas do resíduo provavelmente foram alteradas, o que pode muito bem ter afetado a sua toxicidade. Os compostos maiores, que eram mais resistentes às condições climáticas extremas, tornaram-se insolúveis e ocuparam o Golfo do México.

Os autores do estudo afirmam que “o resíduo se torna resistente a novas mudanças rápidas de composição, e isso significa que, se não forem removidos pelo pessoal de resposta, odem permanecer em ambientes por tempo estendido, causando interrupções a longo prazo das áreas impactadas.”

Essa situação é preocupante, pois apenas um pequeno número de compostos de petróleo bruto teve seus efeitos ambientais analisados pelos pesquisadores até o momento. Além disso, sabe-se muito pouco sobre os impactos causados na vida marinha selvagem ao longo de períodos extensos de tempo.

A liberação de produtos químicos de desastres com petróleo geram danos vísiveis e praticamente imediatos, por isso, prever como a toxicidade vai atuar é um desafio. Suspeita-se que parte do efeito observado pode ser devido à forma como o petróleo bruto resiste ao longo do tempo. Alguns dos componentes resultantes, inclusive, ficam mais propensos a reagir em animais.

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