
O vazamento de metano no gasoduto russo Nord Stream, apesar de gigante, pode ter consequências menos severas no meio ambiente do que o imaginado. De acordo com pesquisadores, a liberação de gás não deve ser suficiente para alterar a temperatura na Terra.
O caso do Nord Stream pode ter sido o maior vazamento de metano feito pelo homem na história. É estimado que pelo menos 275 mil toneladas do poluente tenham sido liberadas no meio mar baltico com a severa explosão.
“Um aquecimento tão pequeno não pode ser percebido nos ecossistemas ou na sociedade humana”, disse Xiaolong Chen, cientista climático do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências e primeiro autor do estudo, no comunicado. “Ainda assim, o metano antropogênico tem sido o segundo maior impulsionador do aquecimento global e é emitido por vários setores da agricultura e da indústria. ] estabelecido no Acordo de Paris, danos à infraestrutura como esse devem ser evitados para que possamos controlar melhor e reduzir as emissões de metano.”
A conclusão dos pesquisadores é que o metano pode aquecer o planeta apenas 0,000018 graus Celsius, uma quantidade que não deve causar alterações perceptíveis no nosso ecossistema. Apesar de extremamente poluente, o vazamento liberou uma quantidade insignificante quando comparado com a poluição causada pelo metano solto pela indústria de petróleo e gás.
Mas, eles estimaram que a taxa de vazamento de um dos quatro pontos de ruptura era de 22.920 quilogramas por hora. Isto seria o equivalente à queima de em torno de 630.000 libras (ou 285 kg) de carvão a cada hora.
A Agência de Energia da Dinamarca afirmou inicialmente que detectou três vazamentos nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, que levam gás natural da Rússia aos países da União Europeia através do Mar Báltico.
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