Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Veículos elétricos podem salvar mais vidas do que há habitantes no Rio de Janeiro até 2050, aponta estudo

Veículos elétricos podem salvar mais vidas do que há habitantes no Rio de Janeiro até 2050, aponta estudo

Um estudo recente conduzido pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT – sigla em inglês) apontou que, em 2024, cerca de 700 mil mortes e 250 mil casos de asma infantil estão relacionados com a exposição à poluição emitida por veículos. A pesquisa estimou que acelerar a eletrificação de carros e caminhões poderia evitar 8,8 milhões de mortes até 2050, além de diminuir em 80% os casos de asma infantil.

Para chegar às estimativas, os pesquisadores compararam diferentes cenários para a transição do transporte até 2050. No modelo considerado por eles “mais ambicioso“, praticamente todas as vendas globais de veículos novos passam a ser de modelos com emissão zero até 2045.

E esse modelo não é aleatório. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), mais de 17 milhões de carros elétricos foram vendidos em todo o mundo em 2024, o que fez com que esses modelos representassem mais de 20% das vendas globais de veículos novos.

Apesar desse avanço, o estudo aponta que o ritmo atual ainda não é suficiente para reduzir rapidamente os impactos da poluição na saúde pública. Atualmente, as emissões de poluição estão associadas a uma morte a cada 45 segundos e a um novo caso de asma infantil a cada dois minutos em todo o mundo.

Segundo o relatório, a redução das emissões de poluentes como o material particulado fino (PM2,5), o dióxido de nitrogênio (NO₂) e o ozônio diminuiria significativamente a exposição da população ao ar contaminado. Esses poluentes estão associados ao desenvolvimento e agravamento de doenças cardiovasculares, respiratórias e de câncer de pulmão. Nesse cenário, o ICCT calcula que cerca de 8,8 milhões de mortes poderiam ser evitadas até 2050.

No Brasil, a poluição do ar também representa um importante desafio para a saúde pública. De acordo com o estudo O Estado da Qualidade do Ar no Brasil, coordenado pelo WRI Brasil, cerca de 51 mil mortes por ano estão associadas à exposição à poluição atmosférica.

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