
Um estudo recente conduzido pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT – sigla em inglês) apontou que, em 2024, cerca de 700 mil mortes e 250 mil casos de asma infantil estão relacionados com a exposição à poluição emitida por veículos. A pesquisa estimou que acelerar a eletrificação de carros e caminhões poderia evitar 8,8 milhões de mortes até 2050, além de diminuir em 80% os casos de asma infantil.
Para chegar às estimativas, os pesquisadores compararam diferentes cenários para a transição do transporte até 2050. No modelo considerado por eles “mais ambicioso“, praticamente todas as vendas globais de veículos novos passam a ser de modelos com emissão zero até 2045.
E esse modelo não é aleatório. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), mais de 17 milhões de carros elétricos foram vendidos em todo o mundo em 2024, o que fez com que esses modelos representassem mais de 20% das vendas globais de veículos novos.
Apesar desse avanço, o estudo aponta que o ritmo atual ainda não é suficiente para reduzir rapidamente os impactos da poluição na saúde pública. Atualmente, as emissões de poluição estão associadas a uma morte a cada 45 segundos e a um novo caso de asma infantil a cada dois minutos em todo o mundo.
Segundo o relatório, a redução das emissões de poluentes como o material particulado fino (PM2,5), o dióxido de nitrogênio (NO₂) e o ozônio diminuiria significativamente a exposição da população ao ar contaminado. Esses poluentes estão associados ao desenvolvimento e agravamento de doenças cardiovasculares, respiratórias e de câncer de pulmão. Nesse cenário, o ICCT calcula que cerca de 8,8 milhões de mortes poderiam ser evitadas até 2050.
No Brasil, a poluição do ar também representa um importante desafio para a saúde pública. De acordo com o estudo O Estado da Qualidade do Ar no Brasil, coordenado pelo WRI Brasil, cerca de 51 mil mortes por ano estão associadas à exposição à poluição atmosférica.
Entre para comentar.