
Quando falamos que um foguete “rasgou o céu” normalmente estamos nos referindo a distância percorrida por ele. Mas no caso desse lançamento ocorrido no último dia 3, dá para dizer que o foguete de fato “rasgou o céu” da Califórnia, nos Estados Unidos.
O foguete Firefly Alpha foi lançado com oito pequenos satélites da NASA como parte do programa de Cubesats da empresa e decolou da Base da Força Espacial Vanderberg. As imagens renderam um espetáculo.
Um timelapse feito pelo cientista atmosférico David Blanchard conseguiu captar um fenômeno difícil de ser registrado: um buraco ionosférico.
Time-lapse video of the @Firefly_Space launch this evening. Video clearly shows the ionospheric red glow. pic.twitter.com/oZaVdy8wnt
Esses buracos surgem quando um foguete queima o combustível do seu segundo estágio no centro de ionosfera, entre 200 e 300 quilômetros. O dióxido de carbono e o vapor de água liberados durante esse processo interagem com os átomos de oxigênio ionizados e fazem com que eles formem moléculas de oxigênio normais. Isso acaba excitando essas moléculas, fazendo com que emitam energia em forma de luz.
Este é um fenômeno bem estudado quando os foguetes queimam seus motores a 200 a 300 km acima da superfície da Terra. O brilho vermelho aparece quando os gases de exaustão do segundo estágio do foguete fazem com que a ionosfera se recomponha rapidamente.
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