
Uma erupção intensa eclodiu do grupo de manchas solares AR3869 nesta quinta-feira (24), às 0h57 (pelo horário de Brasília). O evento causou uma explosão de radiação ultravioleta extrema, resultando em apagões de rádio de ondas curtas sobre partes da Terra.
De acordo com a meteorologista Sara Housseal, estudante de mestrado na Universidade de Millersville, nos EUA, a erupção foi da classe X3.3. O evento também foi acompanhado por uma ejeção de massa coronal (CME), que consiste em uma grande quantidade de plasma e campo magnético lançados do Sol.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), Housseal destacou que a região deve ser monitorada, pois está se movendo para uma posição de frente para a Terra.
As expected with the return of many regions, big solar flare activity has also returned. AR3869 wasted no time with going straight for an X3.3 flare earlier today with a large CME.These regions will need to be watched over the coming days as they rotate westward and face Earth. pic.twitter.com/Zmy0lP0Ul3
Isso pode fazer com que futuros jatos de material solar atinjam o planeta, provocando tempestades geomagnéticas e consequentes exibições de auroras. No entanto, a posição da mancha solar no momento da erupção X3.3 torna improvável um impacto muito significativo relacionado a esse evento.
Meteorologistas e caçadores de auroras continuarão a observar o comportamento do agrupamento de manchas AR3869 nos próximos dias. Como ele está se movendo para a chamada “zona de impacto da Terra”, cresce o risco de que novas ejeções afetem o planeta.
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