
A sonda Juno, da NASA, continua auxiliando os cientistas com os detalhes de nossa galáxia. Dessa vez, a espaçonave capturou uma imagem bem detalhada de uma tempestade que assolou a atmosfera de Júpiter.
Brueshaber afirmou, à New Scientist, que “não sobrevoamos outra tempestade de Júpiter com esse nível de detalhes. O radiômetro de micro-ondas e a câmera visível precisam ser capazes de varrer a tempestade quase por cima para obter esses dados realmente bons. Ainda não fizemos isso de novo e podemos não fazer… isso foi muito fortuito”.
Ao falar da peculiaridade da tempestade, que durou mais tempo que o normal, Brueshaber salientou que “todos os modelos numéricos até o momento que tentaram simular uma única tempestade, eles duram talvez horas, não semanas“.
Ainda segundo o especialista, isso pode ser explicado por concentração anormalmente forte de amônia e umidade de vapor de água, além de certa ausência dela nas proximidades, diz Brueshaber, semelhante a tempestades na Terra que são formadas e sustentadas por fortes gradientes de vapor de água.
Uma tempestade cheia de amônia é capaz de produzir “bolas de mingau” de água e amônia, se assemelhando à chuva, e caem na atmosfera abaixo, explicou Brueshaber.
Outra descoberta da equipe que analisou Juno foi que a tempestade não tinha tantas características mais profundas da atmosfera de Júpiter, diferente de características mais permanentes, como a Grande Mancha Vermelha, e é autocontida em camada climática, quase como as tempestades da Terra.
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