
O lançamento das primeiras imagens tiradas pelo telescópio James Webb inspirará gerações com as infinitas possibilidades que o espaço sideral oferece. Claramente, há a responsabilidade de garantir que apenas usos pacíficos, seguros, sustentáveis, legais e legítimos do espaço sejam realizados para o benefício da humanidade e das gerações futuras.
Em busca disso, nos últimos seis anos, a Universidade McGill, no Canadá e uma série de instituições colaboradoras em todo o mundo estiveram envolvidas na elaboração do “Manual McGill sobre Direito Internacional Aplicável a Usos Militares do Espaço Exterior“.
Em agosto, foi publicado o primeiro volume do manual. Contém 52 regras adotadas por consenso pelo grupo de especialistas. As regras esclarecem o direito internacional aplicável a todas as atividades espaciais realizadas em tempos de paz e em tempos de tensão que colocam desafios à paz.
Desde o início da Era Espacial, há 65 anos, testemunhou-se grandes avanços na exploração espacial que beneficiaram a vida na Terra. A pesquisa em tecnologias espaciais informa muitas de nossas conveniências modernas.
Os astronautas trazem de volta e pesquisadores estudam amostras minerais de asteroides. Por décadas, usa-se tecnologias de satélite para posicionamento, navegação e temporização.
O sistema de posicionamento global dos Estados Unidos – do qual existem variantes chinesas, europeias, russas, japonesas e indianas – é a espinha dorsal para aplicações essenciais, como busca e resgate de emergência, agricultura de precisão para produção de alimentos, navegação de tráfego aéreo, segurança do sistema financeiro e bancário e sincronização de tempo entre redes cibernéticas.
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