Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de agosto de 2026 · 2 min de leitura ·

Vem aí um dos eclipses solares mais importantes da década! Descubra por quê

Vem aí um dos eclipses solares mais importantes da década! Descubra por quê

Daqui a exatamente uma semana, milhões de pessoas poderão acompanhar um dos espetáculos mais impressionantes da astronomia: um eclipse solar total. O fenômeno, que acontece na próxima quarta-feira (12), reúne características que o tornam um dos eclipses mais importantes da década. 

Na ocasião, o Sol poderá ser visto totalmente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena parte de Portugal. Já a fase parcial será observável em todo o restante da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte.  

De acordo com a plataforma Time and Date, o evento tem início às 12h34 (pelo horário de Brasília), em um ponto remoto do Oceano Ártico, ao norte da Sibéria, onde a penumbra da Lua toca a Terra pela primeira vez, dando início à fase parcial do eclipse. O espetáculo termina pouco mais de quatro horas e 20 minutos depois, às 16h55, em uma área do Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.

O evento marca o retorno dos eclipses solares totais ao continente europeu após mais de 20 anos. O último fenômeno desse tipo amplamente observado na Europa Ocidental ocorreu em 1999, enquanto a última vez que a faixa de totalidade cruzou a Europa continental foi em 2006, passando pela Grécia e pela Turquia. Na Espanha, a expectativa é ainda maior, já que o país não registra um eclipse solar total em seu território continental há mais de um século.

A ocasião permitirá que mais de 15 milhões de pessoas acompanhem o bloqueio completo do disco solar diretamente do continente, sem a necessidade de grandes deslocamentos internacionais. Além disso, quase um bilhão de pessoas poderá observar ao menos uma parte do eclipse. 

Outro fator relevante é que a rota de sombra cobrirá áreas estratégicas e habitadas, cruzando trechos da Groenlândia, Islândia e Espanha. A passagem da faixa de totalidade por regiões de fácil acesso e forte apelo turístico deve mobilizar uma intensa movimentação de turistas, entusiastas e equipes científicas ao longo de todo o percurso.

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