
Durante muito tempo, Vênus foi tratado como um planeta praticamente sem atividade geológica. Um novo estudo, porém, indica que essa visão pode precisar de revisão.
Simulações feitas por pesquisadores da ETH Zurique apontam que enormes vales na superfície venusiana podem continuar ativos, o que muda a forma como os cientistas enxergam o planeta.
Os grandes vales de ruptura de Vênus sempre chamaram a atenção por lembrarem estruturas encontradas na Terra, como o Vale do Rift Africano. Alguns chegam a 10 mil quilômetros de extensão.
Até agora, a hipótese predominante era que esses sistemas haviam se formado há mais de 100 milhões de anos e permaneciam apenas como vestígios de um passado distante. As novas simulações sugerem outro cenário: parte deles pode ter surgido recentemente ou até continuar em transformação.
Para chegar a essa conclusão, a equipe desenvolveu modelos tridimensionais de alta resolução, capazes de reproduzir essas formações com um nível de detalhe que os modelos anteriores, em geral bidimensionais, não alcançavam.
As características vistas nas simulações também aparecem nas imagens registradas pela sonda Magellan, lançada na década de 1990, o que fortalece as conclusões do estudo.
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