Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Verdadeira história da origem da Lua pode ter sido descoberta

Verdadeira história da origem da Lua pode ter sido descoberta

Os astronautas da NASA já coletaram mais de 360 quilos de rocha e solo da Lua apenas em missões da Apollo de 1969 a 1972. Análises desse material mostraram algumas semelhanças com a Terra, como riqueza em cálcio, basáltico e datado de cerca de 60 milhões de anos após a formação do sistema solar.

Os dados também permitiram chegar a um consenso: de que a Lua teria se formado a partir de detritos após uma colisão com a Terra. Mas essa narrativa de 40 anos pode não ser a verdadeira história.

“Uma lua que se forma a partir de uma colisão planetária deveria orbitar acima do equador do planeta. A lua da Terra orbita em um plano diferente”, acrescenta o especialista.

Há evidências de que o mesmo fenômeno também aconteceu em outros lugares, explica Williams, apontando para Tritão, a maior das luas de Netuno. A hipótese é que Tritão foi puxado para a órbita do Cinturão de Kuiper, uma região circular repleta de asteroides nos confins do Sistema Solar. Sua órbita também é mais inclinada, com um ângulo de 67 graus em relação ao equador de Netuno.

O problema é que a órbita de “captura” começou como uma elipse alongada, em vez de um círculo. Com o tempo, influenciada por marés extremas, o formato da órbita mudou. “Hoje, a maré da Terra está à frente da Lua”, disse Williams. “A maré alta acelera a órbita. Com o tempo, a Lua se afasta um pouco mais”.

A cada ano, segundo o pesquisador, a Lua se move 3 centímetros mais longe da Terra. Em sua distância atual — cerca de 384 mil quilômetros — o satélite já sente um “puxão” da gravidade do sol. “A Lua está agora tão distante que tanto o sol quanto a Terra estão competindo por sua atenção”, disse Williams.

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