Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de setembro de 2026 · 2 min de leitura ·

Via Láctea guarda sinais de uma colisão de 12 bilhões de anos

Via Láctea guarda sinais de uma colisão de 12 bilhões de anos

A Via Láctea incorporou uma antiga galáxia há cerca de 12 bilhões de anos, quando ainda estava em seus primeiros estágios de formação. Agora, astrônomos conseguiram reconstruir melhor esse episódio a partir de aglomerados estelares que preservaram sinais daquele passado.

Em artigo publicado no The Conversation, o astrofísico Sven Buder, da Universidade Nacional da Austrália, explica como um novo estudo, liderado por Davide Massari, conseguiu estimar a época da fusão e as características da galáxia que acabou incorporada à nossa.

Galáxias crescem, em parte, por meio de fusões. Quando um sistema menor se aproxima de outro maior, a gravidade espalha suas estrelas. Algumas delas, porém, continuam carregando características que revelam sua origem.

É esse registro que os astrônomos tentam decifrar na Via Láctea. Um exemplo conhecido é o Gaia–Sausage–Enceladus (GSE), resultado de uma grande fusão ocorrida há cerca de 10 bilhões de anos.

O novo estudo voltou ainda mais no tempo. Os pesquisadores relacionaram o evento a populações estelares anteriormente chamadas de “Kraken”, “Heracles” e “grupo de baixa energia”. A estrutura reunida a partir dessas evidências recebeu o nome de Low-energy–Kraken–Heracles (LKH).

A equipe examinou aglomerados globulares, estruturas que podem reunir centenas de milhares de estrelas formadas aproximadamente no mesmo período. Observações detalhadas do Telescópio Espacial Hubble ajudaram a determinar suas idades relativas.

Compartilhe