
Imagens da Via Láctea sempre mostram uma enorme espiral com dois “braços” principais em torno de um buraco negro monstruoso, mas essa forma clássica pode estar com os dias contados.
Por que a forma da Via Láctea pode ser diferente? Até hoje as galáxias são enquadradas em três categorias principais, elíptica, irregular e espiral, com a nossa classificada nesta última.
As galáxias espirais costumam ter quatro “braços” principais que se dividem em vários menores. Esse é o cenário em que até hoje a nossa era vista. No entanto, uma nova pesquisa defende que, na verdade, ela tem um tipo raro de forma, com dois braços principais.
A pesquisa foi publicada no no Astrophysical Journal. Os resultados vieram com o uso de instrumentos mais modernos de medição espacial, que conseguiram identificar com precisão a distância de estrelas individuais, permitindo assim um novo mapa da Via Láctea.
Os dados compilados tiveram ainda a ajuda do telescópio Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA). O equipamento monitora o movimento das estrelas e sua posição em relação à Terra.
Apesar de muito trabalho, a morfologia geral da estrutura espiral da Via Láctea permanece um tanto incerta. Nas últimas duas décadas, medições precisas de distância nos deram a oportunidade de resolver esse problema
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