Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de maio de 2022 · 3 min de leitura ·

Viagem no tempo: uma possibilidade real ou apenas ficção científica?

Viagem no tempo: uma possibilidade real ou apenas ficção científica?

Quem nunca desejou voltar ao passado para reviver ou consertar algo? E se a famigerada máquina do tempo mencionada tantas vezes em filmes de ficção científica existisse? Será que as regras de não alterar o passado também valeriam nessa realidade? São muitas as perguntas com apenas uma certeza, o conceito de viagem no tempo é fascinante e chamou atenção do físico Barak Shoshany, que pode ter descoberto uma brecha na teoria que tornaria a experiência possível.

De acordo com teoria do físico teórico Albert Einstein, que combina espaço e tempo em uma única entidade; o “espaço-tempo”, ambos sistemas funcionam, mesmo que de forma extraordinariamente complexa. Segundo informações do Phys.org, a teoria existe há mais de 100 anos e foi verificada com uma das precisões mais altas já apontadas em testes do tipo, de modo que físicos acreditam que a base é uma descrição precisa da ideia dentro do nosso universo. 

Além disso, conforme a nossa compreensão moderna de tempo e causalidade, ou seja, a relatividade geral, a viagem no tempo seria totalmente possível sendo compatível e consistente com a relatividade. No entanto, física e matemática podem ser diferentes e as equações, no final das contas, não fazem sentido se não estiverem embasadas em cálculos casados com a realidade. 

Assim, há dois argumentos que apontam que essas equações são, na verdade, irreais, desafazendo a ideia de possibilidade implantada por Einstein. A primeira questão é prática, ou seja, a construção de uma máquina do tempo demandaria energia negativa vinda de matéria exótica, e em nossa realidade atual temos apenas energia positiva. Mesmo com a mecânica quântica indicando a possibilidade de criar matéria exótica, as quantidades seriam pequenas, ainda insuficientes para um projeto com tal magnitude. 

O outro ponto que contradiz a viagem no tempo é mais significativa e complexa, já que aborda a complexidade dos paradoxos de uma experiência dessas. Existem vários tipos de paradoxos, mas os mais problemáticos são os paradoxos de consistência, que é exatamente o dilema de mudar o passado quando essa própria mudança impede que esse evento aconteça em primeiro lugar. 

Exemplo: se volto ao passado e destruo a máquina do tempo, nos dias atuais seria impossível usá-la para voltar no tempo, assim, se não posso usar a máquina, não posso viajar ao passado, se não viajo ao passado, a máquina continua intacta. Em outras palavras, a máquina do tempo é destruída se, e somente se, não for destruída – é quase um looping de nó na mente, mas faz sentido, o que o torna um paradoxo. 

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