Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Vídeo mostra amuleto com a prova mais antiga da expansão do cristianismo na Europa

Vídeo mostra amuleto com a prova mais antiga da expansão do cristianismo na Europa

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, ossos antigos e um artefato de prata, datados entre os anos de 230 e 270, podem ajudar a reescrever a narrativa sobre o cristianismo na Europa. Descobertos na antiga cidade romana de Nida, atual Frankfurt, Alemanha, os achados fornecem a mais antiga evidência autêntica da expansão dessa religião ao norte dos Alpes europeus.

Durante escavações em um cemitério romano, arqueólogos descobriram um esqueleto com um pequeno objeto metálico no pescoço: um amuleto de prata de 3,5 cm, que provavelmente era usado como pingente em um colar. 

Dentro do amuleto, havia uma fina folha de prata enrolada, tão frágil que não podia ser aberta manualmente. Técnicas avançadas de tomografia computadorizada permitiram a reconstrução digital do objeto, revelando um texto de 17 linhas:

“(No nome?) de São Tito.Santo, santo, santo!Em nome de Jesus Cristo, Filho de Deus!O senhor do mundoresiste com o melhor de sua [habilidade?]todas as convulsões (?)/contratempos(?).O deus (?) concede bem-estarAdmissão.Este dispositivo de resgate (?) protegea pessoa queRende-se à vontadedo Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus,desde antes de Jesus CristoDobre todos os joelhos: os celestiais,o terreno eo subterrâneo e todas as línguasconfessar (a Jesus Cristo).”

Essa inscrição sugere que o cristianismo já estava presente na região muito mais cedo do que se acreditava, entre 50 e 100 anos antes das evidências reconhecidas na Europa Central, que datam do século IV.

Embora a identidade do indivíduo enterrado seja incerta, é provável que ele (ou ela) se identificasse como cristão. O achado indica que a religião, iniciada como uma seita judaica na Judeia do século I, havia se espalhado para além de Roma ainda no século III, mesmo com a perseguição aos seus adeptos. O vídeo abaixo divulga a descoberta.

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