Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Vídeo mostra cometa Nishimura sendo golpeado por jato de plasma solar

Vídeo mostra cometa Nishimura sendo golpeado por jato de plasma solar

Descoberto em agosto, já muito próximo da Terra (algo extremamente raro), o cometa  C/2023 P1 Nishimura, o mais brilhante de 2023, passou pela órbita do nosso planeta há duas semanas, pouco antes de atingir o periélio – ponto mais próximo do Sol.

Na ocasião, muitos astrofotógrafos e entusiastas de cometas trataram de obter os melhores registros possíveis do objeto, que corria o risco de se desintegrar quando chegasse perto da nossa estrela e nunca mais ser visto. Nishimura sobreviveu, mas, de qualquer forma, a oportunidade de fotografá-lo foi única, já que ele só deve aparecer por aqui novamente dentro de 434 anos.

Embora o Sol não tenha pulverizado o cometa, isso não quer dizer que ele não tenha sido atingido pela constante fúria do astro.  

Latest Nishimura sequence from our HI-1 camera on @NASASun STEREO-A! 😍☄️☀️Note that the data rate increased, and exposure time decreased, on the 23rd, so things look slightly different when that change occurs. Oh and the bright planet is Mars. pic.twitter.com/HyqfveAlPq

Karl Battams, astrofísico do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA, que produziu o vídeo do evento com base nas imagens da STEREO-A, explicou ao site Live Science que a desconexão da cauda é um efeito temporário e “totalmente inofensivo” para o cometa. Depois, a cauda volta a crescer à medida que mais poeira e gás são expelidos do objeto.

Esta, inclusive, não é a primeira vez que Nishimura perde a cauda. No início de setembro, um par de CMEs bateu no cometa, causando um evento de desconexão.

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