Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Você acha que a água não tem cor? A ciência diz o contrário

Você acha que a água não tem cor? A ciência diz o contrário

É curioso pensar que, quando observamos o mar, podemos ver uma belíssima imensidão azul – mas ao pegarmos um pouco da água com as mãos, por exemplo, ela é incolor. Mas a verdade é que as aparências enganam, e, como explica um artigo do IFLScience, a água tem sim uma levíssima pigmentação.

Vamos relembrar brevemente o processo de formação das cores: a cor que enxergamos em substâncias e objetos nada mais é do que um resultado da interação da luz com aquela superfície – uma ação dos fótons sobre nossa retina que nos faz enxergar diferentes pigmentos de acordo com o comprimento das ondas refletidas. 

Outra probabilidade de dispersão da luz é a de Rayleigh – que faz com que o céu seja azul. A luz branca que vem do Sol é espalhada por diferentes ângulos que variam de acordo com o comprimento de onda dos fótons: a luz azul consegue viajar menos pela atmosfera do que a luz vermelha – e é por isso que o céu permanece azul por uma parte maior do dia, enquanto as luzes vermelhas e amarelas são percebidas ao nascer e pôr do sol.

A dispersão funciona de outra forma no caso da água: esses mesmos feixes vermelhos, laranjas e amarelos são seletivamente absorvidos pela água, resultando no tom levemente azulado. E isso é parte do motivo pelo qual os lagos e oceanos são azuis, mas a água em um copo, por exemplo, é incolor.

Outros fatores ainda incluem as impurezas e o movimento da água, que podem fazer com que o tom de azul seja mais ou menos intenso. O clima também é determinante nesse processo, com cores mais vibrantes sendo vistas em dias ensolarados e, em dias chuvosos ou nublados, mas acinzentadas.

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

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