
Em algum momento do seu Ensino Fundamental (1º grau, se você é um pouquinho mais… experiente), você aprendeu que o ponto de congelamento da água é 0ºC. Se não aprendeu, também, não tem problema, porque pode ser a hora de precisar esquecer mesmo. Isso porque um novo estudo traz uma margem bem mais baixa do que essa.
Ao criar gelo a partir de gotículas minúsculas com apenas algumas centenas de moléculas de tamanho, os pesquisadores conseguiram reduzir o ponto de congelamento da água mais do que nunca.
E qual é a importância de saber como e por que a água se transforma em gelo? Segundo os cientistas, essa informação é essencial para a compreensão de uma ampla quantidade de processos naturais. As flutuações climáticas, a dinâmica das nuvens e o ciclo da água, por exemplo, são todos influenciados pela solidificação da água.
Até os animais que vivem em condições de congelamento precisam saber – e usam – esse conhecimento. As rãs da madeira, por exemplo, sobrevivem ao inverno em terra congelando seus corpos. Isso permite que elas saiam da hibernação mais rápido do que as espécies que passam o inverno debaixo d’água sem congelar.
No entanto, os cristais de gelo podem romper as membranas celulares, então os animais que usam essa técnica precisam encontrar uma maneira de evitar a formação de gelo em suas células e tecidos. Uma melhor compreensão de como a água congela é importante não apenas para o próprio bichinho, mas, também, pode levar a um maior conhecimento dessas espécies extremas pelos seres humanos.
Embora a regra prática seja que a água congela a 0ºC, na verdade, ela ocasionalmente pode permanecer líquida em uma faixa de temperaturas frias. Até agora, acreditava-se que esse intervalo parava em menos 38ºC. Ou seja, qualquer temperatura mais baixa do que isso, e a água congela.
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