
Cientistas descobriram o maior clone do mundo na Austrália: uma enorme rede de prados de capim-marinho que cobre quase 200 km quadrados. Assim como o imenso bosque Pando, nas montanhas de Utah, nos EUA, esse extenso campo submarino é, na verdade, uma única planta que vem continuamente se autorreplicando ao longo de quase 4.500 anos.
Ele foi identificado enquanto pesquisadores estudavam a diversidade genética de capim-marinhos em Shark Bay, uma Área Marinha Protegida de águas rasas na Austrália Ocidental. Eles descobriram que quase todos os prados de ervas de fita (Posidonia australis) da região são geneticamente idênticos.
Análises posteriores revelaram que, ao contrário dos outros capins-marinhos da área, que se reproduzem sexualmente, P. australis está realmente se clonando através de uma rede subterrânea de raízes ramificantes.
O clone de P. australis se estende por cerca de 180 km de ponta a ponta, “tornando-se o maior exemplo conhecido de um clone em qualquer ambiente da Terra”, descreveram os autores no estudo, que foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.
“É uma única planta que foi capaz de crescer ininterruptamente”, disse a pesquisadora sênior Elizabeth Sinclair, bióloga evolutiva da Universidade da Austrália Ocidental, em entrevista ao site Live Science. “Se continuar intacto, o gigantesco clone pode continuar a expandir-se indefinidamente, o que o torna praticamente imortal”.
Segundo os pesquisadores, o superclone de P. australis se expande pela “extensão de rizoma horizontal”, processo por meio do qual uma planta cria um ramo geneticamente idêntico através de uma haste subterrânea (ou rizoma), que então desenvolve suas próprias raízes e caule.
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