Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Voyager ainda opera com computadores de 1977 no espaço

Voyager ainda opera com computadores de 1977 no espaço

Enquanto milhões acompanham a jornada da missão Artemis 2 em diferentes telas, com a nave Orion em uma missão de 10 dias ao redor da Lua, outro aspecto menos visível dessas operações chama atenção: a dependência de sistemas computacionais — novos e antigos — para viabilizar missões espaciais.

Embora a tecnologia atual da NASA seja muito mais avançada, equipamentos desenvolvidos há décadas continuam em operação. É o caso das sondas Voyager 1 e 2, lançadas em 1977 e ainda ativas no espaço interestelar, mesmo com hardware bastante limitado para os padrões atuais.

Um vídeo de cerca de 14 minutos, divulgado pelo YouTuber Gary Friedman, mostra parte da infraestrutura utilizada para dar suporte às Voyagers. As imagens registram o interior do edifício 230 do Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, com computadores do tamanho de geladeiras, fabricados por empresas como Univac e IBM.

O material também revela o uso de cartões perfurados, unidades de fita magnética e um centro de comunicação com telefones e monitores. Um dos engenheiros descreve esse sistema como “o coração da operação”, enquanto a gravação documenta os equipamentos antes de uma eventual substituição por sistemas mais modernos.

Esses computadores eram responsáveis por monitorar a segurança operacional das sondas, que hoje estão a mais de 16 bilhões de milhas da Terra.

Cada uma das sondas Voyager conta com três sistemas computacionais, somando apenas 69,63 kilobytes de memória — menos do que um arquivo JPEG comum. Os dados científicos coletados são gravados em um sistema digital de 8 faixas antes de serem enviados à Terra.

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