
Após ultrapassar Netuno e escapar da zona de influência do Sol, a sonda Voyager 1 chegará em 300 anos a uma região hipotética do Sistema Solar ainda pouco estudada pelos astrônomos conhecida como Nuvem de Oort. Serão necessários 30 mil anos para a sonda atravessá-la e alcançar o espaço interestelar profundo, onde estão outras estrelas e planetas.
A missão Voyager foi lançada em 1977 com o objetivo de expandir os conhecimentos da humanidade sobre Júpiter e Saturno, e depois seguir viagem rumo aos confins do Sistema Solar. Nessa jornada, ela coletou dados sobre os planetas gasosos, enviou imagens inéditas de Urano e Netuno e conquistou o feito de ser a primeira nave a atravessar a heliosfera, a bolha protetora do Sol contra ventos solares de outras estrelas.
Hoje, a Voyager 1 se encontra a 167 unidades astronômicas (distância entre nosso planeta e o Sol) da Terra, estando direcionada para a constelação de Ophiuchus. Seu afastamento constante a torna o objeto feito por seres humanos mais distante já lançado.
Uma mensagem enviada do centro de comando terrestre leva 23 horas, 12 minutos e 18 segundos para chegar à sonda. Se ela mantiver sua velocidade atual de 61 mil km/h, em cerca de um ano a missão alcançará mais um recorde astronômico: será pioneira em ter uma nave a um dia-luz da Terra.
Em sua estrutura, está anexado o Disco de Ouro: um registro contendo imagens e sons da Terra, ilustrações da estrutura do DNA, definições matemáticas e informações sobre a humanidade. Caso uma civilização extraterrestre a encontre nos próximos milhões de anos, esse material servirá como uma memória final dos habitantes terrestres e seu planeta.
Segundo a NASA, a Voyager está ficando sem energia e a missão está próxima do fim. Mesmo assim, a jornada da sonda está apenas no começo.
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