
Um vulcão submerso pode ser o responsável por uma série de terremotos registrados nos últimos 40 anos nas proximidades da costa do Japão. É isso o que revela um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Memphis e que pode ajudar a ciência a entender melhor a atividade vulcânica presente no fundo dos mares.
Em 2008, um estudo apontou que a existência dos montes não gerava grandes impactos na subducção de placas tectônicas. Mas agora, um novo trabalho de pesquisadores da Universidade de Memphis indica que a fricção causada pela raspagem dos montes nas placas pode ser muito intensa.
Assim, ainda que submerso, o monte Daiichi-Kashima, pode causar estragos enquanto afunda. E por ficar muito próximo à costa, pode ter sido responsável por grandes terremotos, como os de 1982, 2008 e 2011, todos acima de 7 na escala Richter.
Conforme um monte submarino penetra na placa superior, a tensão aumenta em sua borda principal. Chega um momento, chamado de “desligamento”, em que a área em torno do monte para de se mexer, mas o resto da placa continua afundando.
Ao chegar à pressão limite, o monte se liberta da placa superior e se move para frente, gerando o que foi chamado de “terremoto suspenso”. Esse novo tipo de formação dos terremotos teria sido responsável por eventos de grande magnitude, inclusive com a formação de tsunamis, em 1677.
A compreensão da subducção do monte Daiichi-Kashima é fundamental porque é a única acontecendo neste momento no planeta. Serão necessários pelo menos mais um milhão de anos para que outros montes submarinos da costa do Japão entrem em regiões de afundamento tectônico, com outros 2 milhões de anos para causarem terremotos.
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