Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Vulcões submarinos são encontrados vazando no fundo do Oceano Antártico

Vulcões submarinos são encontrados vazando no fundo do Oceano Antártico

Um grupo de cientistas mapeou uma região do fundo do mar entre a Tasmânia e a Antárctica e encontrou uma cadeia de vulcões submarinos que podem afetar correntes oceânicas acima deles e que é porta de entrada para o calor adentrar o continente gelado.

Para o mapeamento, foram usados dados coletados pelo novo satélite SWOT (Águas Superficiais e Topografia Oceânica) da NASA, que mede a altura do oceano e dados oceânicos coletados a bordo do navio de pesquisa australiano “Investigator”. As medições revelaram uma cadeia montanhosa submarina que se estende por cerca de 20 mil quilômetros quadrados, composta por oito vulcões submarinos adormecidos, na qual quatro deles eram desconhecidos pela ciência.

Os vulcões ficam em média a cerca de 4000 mil metros de profundidade, podendo atingir até 1500 metros de altura e estão localizados abaixo da corrente oceânica mais forte do mundo: a Corrente Circumpolar Antártica. Ela corre no sentido horário ao redor da Antártica e funciona como uma barreira em torno do continente, impedindo que a água quente adentre e derreta o gelo. Acredita-se que os vulcões de alguma forma influenciaram no seu surgimento.

A Corrente Circumpolar Antártica ‘sente’ o fundo do mar e as montanhas em seu caminho, e onde encontra barreiras como cristas ou montes submarinos, ‘oscilações’ são criadas no fluxo de água.

As oscilações causadas pelos vulcões formam redemoinhos que se separam das correntes oceânicas e desempenham um papel importante no transporte de calor e carbono da superfície para o fundo do oceano.

No entanto, a área mapeada revelou um lugar onde a barreira parece estar vazando e deixando o calor chegar na Antártica, consequentemente contribuindo para o derretimento do gelo e o aumento do nível do mar.

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