Cybercode
Adorocinema
Adorocinema
Cinema · · 3 min de leitura ·

Exclusivo: Cláudio Assis, Matheus Nachtergaele e Marcélia Cartaxo falam sobre Big Jato no Festival de Brasília

Exclusivo: Cláudio Assis, Matheus Nachtergaele e Marcélia Cartaxo falam sobre Big Jato no Festival de Brasília




O diretor e os atores conversaram com o AdoroCinema sobre o primeiro "filme infantil" do cineasta.

Após apresentarem o filme Big Jato no 48º Festival de Brasília, o diretor Cláudio Assis e o elenco conversaram com os jornalistas sobre este projeto singular na carreira do cineasta pernambucano. Seu primeiro "filme infantil" mostra o amadurecimento de Francisco (Rafael Nicácio), adolescente dividido entre o respeito pelo pai machista e autoritário, o Velho (Matheus Nachtergaele), e a admiração pelo tio Nelson, libertário e avesso ao trabalho (também interpretado por Matheus Nachtergaele).

O AdoroCinema conversou em exclusividade com Cláudio Assis, Matheus Nachtergaele e Marcélia Cartaxo, que interpreta a mãe de Francisco nessa história. Eles explicaram cada fase deste projeto, e explicaram a ideia maluca de que os Beatles não passam de um plágio da banda brasileira Os Betos…

Cláudio Assis: "Nos meus outros filmes, eu sempre fazia o argumento. Mas eu tenho uma grande amizade com o Xico Sá, que é padrinho do meu filho. A gente estudou juntos, formamos uma parceria: a primeira entrevista que eu dei, com a pretensão de ser cineasta, foi a ele, que tinha a pretensão de se tornar jornalista e escritor. Ele tem uma pequena participação em Febre do Rato, e participei do processo de escrita do livro. Tivemos a ideia de um dia fazer algo a partir de um material dele. Eu já estou com outro livro dele para filmar para a televisão, a série Abadá, com vários diretores. Mas nós dois decidimos que faríamos o Big Jato.

Eu fiz questão de levá-lo ao set de filmagem, mas ele teve um problema de saúde, e não conseguiu ficar por muito tempo. Quando fiz o corte final, decidi que só passaria o filme se ele visse primeiro. Ele foi a São Paulo para assistir, e dizer o que achava. Como a obra não é minha, é complicado fazer a transposição. Mas ele adorou, e me deixou aliviado.

O roteiro começou com o Xico e a Ana Carolina Francisco, parceira do Hilton Lacerda. Num primeiro momento, nós três fizemos uma viagem ao universo onde se passa o livro, para a gente saber do que estava falando. Passamos dez dias viajando.  O Xico é pernambucano, mas ele nasceu no Ceará, a história se passa ali no turno de Juazeiro, Crato, Nova Olinda. Eu conheço muito aquela região, mas a Ana não conhecia. Fomos para digerir aquele local, com o Xico Sá contando as histórias". 

Publicidade