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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival de Toronto 2015: Filme brasileiro é recebido com pompa na mostra canadense

Festival de Toronto 2015: Filme brasileiro é recebido com pompa na mostra canadense




Boi Neon, de Gabriel Mascaro, integra o primeiro programa competitivo da história do TIFF – e diretor comenta polêmicas cenas de sexo.

Boi Neon, do diretor brasileiro Gabriel Mascaro (Ventos de Agosto), foi apresentado com pompa na noite da última quinta-feira, no Toronto International Film Festival 2015 (TIFF). O diretor artístico do evento em pessoa, Cameron Bailey, foi o mestre de cerimônias. Ele destacou que a Memento Films, agente internacional responsável pela comercialização do longa, sempre traz produções de “bom gosto” para o festival.

Também não era para menos. O filme não só faz parte do primeiro programa competitivo do evento, o "Platform", como acabou de sair com o prêmio do júri da mostra Orizzonti no Festival de Veneza. A disputa em Toronto tem como jurados os cineastas Jia Zhang-ke, Claire Denis e Agnieszka Holland. “São pessoas que me ensinaram a olhar o mundo de forma diferente. E eles estão assistindo ao meu filme, então é um presente muito especial”, comemorou Gabriel, em entrevista ao AdoroCinema, na sexta.

Mal pisou na América, e o diretor já já terá que retornar para o circuito de divulgação do filme pelo mundo afora. Neon Bull (em inglês) emenda os de Zurique, na Suíça (ainda em setembro), o prestigiado BFI, de Londres, no início de outubro e Adelaide, na Austrália (fim do mesmo mês). Passa também pelo Festival do Rio, onde o filme foi selecionado para a Première Brasil. O diretor estima que sejam uns dez, pelo menos, muitos dos quais, ele ainda não pode divulgar. “Minha filha veio até aqui para se despedir de mim”, brincou.

O circuito é importante para o “tipo” de cinema de Gabriel Mascaro: autoral, mas com uma pegada popular. Boi Neon que o diga. Pois foi há cerca de cinco anos, no Festival de Roterdã – por onde Gabriel passou com Avenida Brasília Formosa –, que ele conheceu a produtora Marleen Slot (Viking Film) e o Boi foi concebido. Filho de pais holandeses, brasileiros (Desvia Filmes) e uruguaios (Malbicho Cine), o longa é uma coprodução entre os três países.

“Hoje em dia cada cidade tem um festival de cinema, o que é um sintoma contemporâneo de [a exibição] não conseguir abrigar a distribuição clássica. Os festivais proporcionam não apenas a parte do business, mas trocas afetivas”, pontua o cineasta.

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