Dos jogos para celular ao Changer Seven: Juno Cecílio fala sobre os desafios de desenvolver games no Brasil

Com cerca de 20 anos de experiência na indústria, Juno Cecílio, fundador da Gixer Entertainment, acompanhou diferentes fases do desenvolvimento de games no Brasil. Formado em Ciência da Computação e Artes, ele começou como freelancer para revistas especializadas antes de entrar, quase por acaso, em uma empresa que adaptava jogos como Street Fighter, X-Men, LEGO e Rocky Balboa para celulares.
O que começou com um MEI para emitir notas fiscais cresceu quando Cecílio reuniu uma equipe para produzir um advergame. Vieram então os primeiros aprendizados sobre gestão, contabilidade e sustentabilidade de um estúdio, desafios que continuariam presentes ao longo de sua trajetória.
Há cerca de dois anos, Cecílio fundou a Gixer Entertainment, que aposta na criação de propriedades intelectuais capazes de ocupar diferentes mídias. O principal projeto é Changer Seven, inspirado em tokusatsu e Super Sentai, mas ambientado no Brasil.
A proposta é fazer a propriedade ir além dos games, chegando a mangás, produtos físicos, shows e audiovisual. Essa estratégia também influenciou negociações com publishers estrangeiras que, segundo Cecílio, demonstraram interesse no projeto, mas queriam adquirir a propriedade intelectual inteira.
O desenvolvedor preferiu manter o controle justamente para preservar a possibilidade de expandir esse universo.
Apesar da experiência, Cecílio aponta o financiamento como uma das maiores dificuldades de desenvolver jogos no Brasil.
Entre para comentar.