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Games · · 3 min de leitura ·

Fading Echo: dublagem BR e puzzles espertos seguram RPG cansativo de explorar

Fading Echo: dublagem BR e puzzles espertos seguram RPG cansativo de explorar




Em Fading Echo você joga com a One, uma jovem Lenda que consegue se transformar numa esfera viva de água. É essa forma que sustenta o jogo: mobilidade, combate e puzzle. Deslizar por canos, atravessar fendas, desabar sobre o inimigo, tudo passa pela mesma mecânica base e é impressionante o tanto de coisa que eles conseguiram tirar de uma ideia tão simples.

O cenário é Corel, um mundo que existe fragmentado em realidades diferentes, onde as regras de combate e os recursos disponíveis mudam de acordo com a versão da área em que você está pisando. O que faz a história andar é a Corrupção do Paradoxo, uma força que está destruindo Corel aos poucos, distorcendo a realidade e consumindo tudo pelo caminho. One entra nessa justamente porque carrega um poder raro o suficiente pra enfrentar isso e o tempo não está do lado dela. O objetivo central, pelo menos nas primeiras horas, é atravessar ilhas flutuantes cheias de inimigos e áreas à beira do caos para deter o avanço do Paradoxo antes que ele acabe com o que ainda resta do mundo. Maddock, apresentado como o líder dessa corrupção, não demonstra nenhum tipo de piedade nas aparições que vai tendo ao longo da campanha.

One não caminha sozinha nessa missão. Um pequeno grupo de aliados inusitados vai se juntando à jornada, cada um por um motivo diferente, uns por lealdade, outros carregando culpa e tem uns que não têm mais pra onde ir. É esse elenco que dá peso às escolhas da protagonista, sem que o jogo precise entregar de cara todos os porquês.

O combate gira em torno de misturar água com lava, resíduos tóxicos e a própria corrupção do Paradoxo, criando reações em cadeia que abrem caminho ou resolvem confrontos. Na maior parte do tempo isso funciona bem e dá pra sentir o cuidado no desenho de cada interação elemental. Mas não é nada demais, o combate é mediano. Porém tive um problema chato: já transformada em água, se eu tentava usar o dash pra atravessar uma grade mais rápido, o jogo travava o movimento e eu simplesmente esbarrava na grade, mesmo que uma esfera de água não tenha cara pra bater em nada. Na minha experiência isso não chegou a estragar, foi mais uma chatice, mas dá pra imaginar o problema que vira pra quem é um speedrunner que confia no dash e vai perder segundos preciosos.

Vale reforçar que pra mim o combate não é o forte do jogo e isso não chega a ser um defeito. Ele cumpre o que se propõe sem ser o que mais me prendeu, o verdadeiro destaque está em outro lugar.

Onde Fading Echo realmente acerta é no desenho dos quebra-cabeças. Em vez de entregar a solução, o jogo me dava as peças, o elemento certo, o obstáculo certo e deixava eu experimentar até a resposta aparecer. A progressão é bem pensada, os primeiros puzzles ensinam a lógica de combinação de elementos e as fases seguintes vão empilhando variações em cima do que você já aprendeu, sem parecer repetitivo na maior parte do percurso. É esse tipo de desafio que me rendeu a sensação boa de resolver algo por conta própria e foi de longe o que…

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