Fire Emblem: Fortune’s Weave Review – RPG clássico com mistura de moderno

Tive a oportunidade de jogar Fire Emblem: Fortune’s Weave antes do lançamento oficial, e trago aqui as minhas primeiras impressões. A franquia retorna mantendo a essência clássica do RPG tático por turnos, mas com elementos modernos, gráficos encantadores e uma mecânica de viagem no tempo que dá um novo sabor para a forma como a série conta suas histórias.
Fire Emblem: Fortune’s Weave é desenvolvido pela Intelligent Systems e publicado pela Nintendo, chegando com exclusividade para o Nintendo Switch 2 a partir de 17 de setembro de 2026. A trama se passa no Império Dagdan, terra que vive seu auge sob o governo dos deuses. Na capital, Dagsion, lutadores de todos os cantos se reúnem para disputar os Jogos Heroicos, competição em que o vencedor tem um desejo concedido. Entre os competidores estão quatro Heróis cujo destino está diretamente ligado ao futuro do mundo: Cai, um jovem da vila pacífica de Ribeira que entra nos jogos para salvar o pai preso; Dietrich, um guerreiro que chega à costa após sobreviver ao ataque de um monstro gigantesco; Theodora, do reino de Saramis, que luta para restaurar a honra de sua deusa; e Leda, que abre mão de uma vida de prestígio e talento musical para vingar a morte do pai.
Cinco anos depois dos Jogos Heroicos, o Império Dagdan enfrenta seu fim nas mãos do deus demônio ressuscitado, Balor, e os quatro Heróis somem sem deixar rastro. É aí que você entra: a deusa progenitora Sothis encarrega o seu personagem (totalmente customizável, do nome ao penteado) de salvar o mundo, usando os poderes de viagem no tempo da deusa Fortuna para voltar à época dos Jogos Heroicos e mudar o destino de cada um dos quatro Heróis. O progresso é salvo individualmente para cada um deles, então dá para jogar as quatro campanhas em paralelo, indo e voltando no tempo sempre que quiser.
Além do anúncio do jogo, a Nintendo aproveitou a Fire Emblem: Fortune’s Weave Direct para confirmar outras novidades: o Nintendo Music já recebe faixas da trilha sonora, incluindo o tema principal, ainda hoje; o app Nintendo Today ganha um novo tema visual dedicado ao jogo a partir de amanhã; e no dia 15 de setembro foi publicado um artigo “Pergunte ao Desenvolvedor” no site da Nintendo, com bastidores da produção – texto em inglês.
Antes de falar da minha experiência com Fortune’s Weave, vale relembrar de onde vem essa franquia, afinal, estamos falando de uma série com mais de 30 anos de estrada. Fire Emblem estreou em 1990 no Famicom com Shadow Dragon and the Blade of Light, e desde então já passou por marcos como:
Uma marca registrada que atravessa quase toda a série é a permadeath: quando um personagem cai em batalha, ele normalmente é removido do time para sempre (em jogos recentes, esse modo costuma ser opcional). Some-se a isso o sistema de “suporte”, em que personagens que lutam lado a lado desenvolvem vínculos — de amizade a romance — e ganham bônus de combate por isso. É esse conjunto de elementos, batalha tática somada a drama pessoal, que voltamos a…
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