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5 jogos ambientados no Japão: da era Sengoku ao Japão de hoje

5 jogos ambientados no Japão: da era Sengoku ao Japão de hoje




O Japão dos games não é um lugar só, é uma linha do tempo inteira. Alguns jogos recriam o país em plena guerra civil, séculos atrás; outros mostram um Japão do pós-guerra, ou o Japão exatamente como ele é agora. Separei cinco jogos ambientados no Japão — Onimusha, Silent Hill f, Yakuza, Persona 5 Royal e Forza Horizon 6 para lembrar da história nipônica.

A época: Estamos no chamado período Sengoku (“Estados em Guerra”), que tomou o Japão entre aproximadamente 1467 e 1615. Era um país sem poder central: dezenas de senhores feudais (os daimyō) disputavam território, e o xogunato Ashikaga, enfraquecido, só existia no papel havia décadas. Dentro desse cenário, um dos episódios mais decisivos aconteceu em 1560, na Batalha de Okehazama: Oda Nobunaga, com apenas 2 a 3 mil homens, surpreendeu o exército de Imagawa Yoshimoto — que tinha cerca de 25 mil soldados e marchava rumo a Kyoto — durante uma tempestade, quando parte da tropa inimiga estava sem armadura por causa do calor. Yoshimoto acabou morto em combate, o clã Imagawa foi praticamente destruído, e Nobunaga saiu da batalha como um nome que ninguém mais iria esquecer — inclusive Tokugawa Ieyasu, que se aliou a ele logo depois. Foi o pontapé de uma escalada de poder que, décadas depois, levaria à unificação do Japão.

Onimusha: Warlords (Capcom, 2001), o primeiro título da franquia, começa exatamente ali: o protagonista Samanosuke Akechi testemunha a vitória de Nobunaga em Okehazama. Um ano depois, ele recebe um pedido de socorro da prima, a princesa Yuki, e parte para salvá-la de demônios Genma que sequestraram seus servos. Só que, no meio do caminho, descobre que o próprio Nobunaga foi ressuscitado pelos demônios para virar o vilão da história. Ou seja: o jogo usa Okehazama como âncora histórica e a partir dali constrói pura fantasia sombria em cima dela. A guerra civil, a instabilidade política e a ascensão de Nobunaga são fiéis ao período; a manopla amaldiçoada e o Nobunaga-demônio, evidentemente, não.

Vale lembrar que a franquia também tem uma ponta na outra extremidade do Japão feudal: Onimusha: Way of the Sword, que chegou em 04 de setembro de 2026, se passa num mundo reimaginado próximo ao início do período Edo e coloca no centro da história o samurai Miyamoto Musashi, um dos samurais mais famosos que existiu, viveu entre aproximadamente 1584 e 1645, venceu 62 duelos sem perder nenhum (o mais famoso, contra Sasaki Kojirō, na ilha de Ganryū, em 1612) e escreveu o clássico “Livro dos Cinco Anéis” pouco antes de morrer. Se quiser saber mais, contei em detalhes minhas impressões sobre esse jogo aqui.

A época: O Japão do pós-guerra vivia um contraste enorme entre as grandes cidades, que se reconstruíram e se modernizaram a toda velocidade, e o interior rural, onde costumes são muito mais antigos como: culto aos deuses locais, rituais em santuários, histórias de fantasmas e youkai, reverência aos ancestrais , ainda regiam o dia a dia. Era também um Japão marcado por traumas recentes da guerra e por…

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