Pit Panic é fofo por fora, mas o pânico mesmo está nos controles — Review

Pit Panic coloca o jogador no papel de um arqueólogo preso em um templo asteca que está afundando. A missão é simples de entender e impossível de relaxar: subir, sempre subir, antes que a estrutura desmorone e a água tome conta de tudo. É dessa urgência constante que vem o nome do jogo. “Pânico” não é força de expressão, é o estado permanente de quem está com o controle na mão.
Ao longo da escalada, o jogo vai apresentando novas mecânicas: armadilhas, transformações de terreno e um gancho multifuncional que serve tanto para destruir blocos quanto para balançar entre plataformas e alcançar tesouros escondidos. A cada partida, a ordem e a combinação desses elementos mudam, o que mantém a sensação de descoberta mesmo depois de várias horas de jogo.
Desenvolvido pelo estúdio indie Flying Rat Studio, Pit Panic foi lançado em 21 de julho de 2026 para PC, PlayStation 5, Xbox, Nintendo Switch e Switch 2. Esta análise foi feita a partir da versão de PC.
O jogo se define como um platformer de precisão com estrutura roguelike: morte permanente, progressão baseada em habilidade do jogador (não em upgrades permanentes) e mapas montados a partir de mais de mil salas feitas à mão, embaralhadas em uma ordem diferente a cada partida, distribuídas em quatro biomas com armadilhas e transformações de cenário próprias, como areia que vira vidro, gelatina que pega fogo, entre outras. O jogo ainda conta com ranking e desafio diário, e um editor de níveis para quem quiser criar (e sofrer com) desafios personalizados.
A primeira impressão de Pit Panic é enganosa, e propositalmente. A estética cartunesca, as cores vivas e o tom leve passam a sensação de um jogo tranquilo, acessível, feito para quem quer só relaxar sem exigir muita habilidade. Não é bem assim. Por trás da fofura existe um platformer de precisão genuinamente difícil, que pune erros pequenos com consequências grandes. É o tipo de jogo que pode enganar quem está procurando algo mais casual.
O ponto mais forte de Pit Panic é o jeito como suas mais de mil salas, todas feitas à mão, são embaralhadas em uma sequência diferente a cada subida. O efeito para quem joga é parecido: nenhuma partida parece igual à anterior, e sempre há uma mecânica nova para aprender ou uma combinação inédita de armadilhas para resolver.
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