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Games · · 2 min de leitura ·

Resident Evil Requiem review: vale a pena jogar a última aposta da Capcom?

Resident Evil Requiem review: vale a pena jogar a última aposta da Capcom?




Resumo: Recomendado para fãs de survival horror. O contraste entre Grace e Leon é o auge recente da franquia, apesar do ritmo apressado no fim.

Resident Evil Requiem é o nono capítulo principal da série de terror da Capcom, o sucessor direto de Resident Evil Village. É um survival horror, gênero em que o jogador precisa sobreviver com recursos limitados, enfrentando inimigos e resolvendo quebra-cabeças. A campanha alterna entre dois protagonistas: Grace Ashcroft, investigadora do FBI que estreia na franquia, e o veterano Leon S. Kennedy. O jogo saiu em 27 de fevereiro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC (Steam e Epic Games Store), a partir de R$ 299 na edição padrão. A campanha dura cerca de 10 horas em uma primeira jogada, e é só para um jogador.

Quem jogou Resident Evil 7 vai reconhecer o clima de terror claustrofóbico nas partes da Grace. Já quem vem de Resident Evil 4 vai sentir a mesma adrenalina de ação nas seções do Leon. Requiem aposta em costurar esses dois extremos numa história só, e é justamente aí que ele acerta.

Alternar personagens não é novidade em Resident Evil. Mas Requiem faz diferente. Com a Grace, o jogo é survival horror puro: ela é lenta, inexperiente e sobrevive na base da furtividade. Com o Leon, é ação pura: um arsenal de armas, o famoso chute giratório, um machado de uma mão e até algumas serras elétricas por períodos curtos. O peso de ocupar essas duas posições cria um contraste que a série nunca tinha tentado antes.

Esse contraste não se resume só à temática, ele altera totalmente como você joga. Um dos melhores momentos acontece quando você sofre para atravessar uma seção difícil com a Grace e, mais tarde, cruza o mesmo lugar com o Leon resolvendo tudo na porrada. A virada de perspectiva é o ponto mais alto do jogo. 

Logo depois da introdução, o começo do jogo com a Grace mistura o terror de Resident Evil 7 com a exploração e os quebra-cabeças de Resident Evil 2. A construção dessa personagem é de dar inveja. Tudo nela gira em torno do foco em furtividade, resolução de enigmas e gerenciamento de recursos.

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