Cybercode
Olhar Digital
Olhar Digital
Games · · 3 min de leitura ·

Vale a pena jogar Realm of Ink? Análise do roguelike inspirado em Hades

Vale a pena jogar Realm of Ink? Análise do roguelike inspirado em Hades




Recomendado para fãs de roguelike de ação no estilo Hades. Combate fluido, variedade de armas e arte chinesa marcante valem o preço de indie.

Realm of Ink é o roguelike de ação do estúdio chinês Leap Studio, publicado pela 4Divinity. O jogo está disponível desde 26 de maio para PC (Steam), PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch. Na Steam, o preço está em desconto por R$ 66,59 (10%). Ele passou cerca de 20 meses em acesso antecipado na Steam antes do lançamento da versão 1.0 e mistura combate em 2.5D com a estrutura de roguelite – gênero em que cada morte reinicia a partida, mas o jogador acumula melhorias permanentes entre tentativas. O diferencial está nas diferentes combinações de armas e evolução do seu mascote, além do estilo visual único que entrega visuais marcantes. 

Quem jogou Hades, da Supergiant Games, vai reconhecer a fórmula nas primeiras partidas. Mas Realm of Ink aposta em uma identidade visual e em um sistema de armas próprios, que dão uma identidade única ao título. 

O combate funciona bem desde o primeiro minuto. As animações são fluidas, comandos são responsivos, e o personagem nunca fica preso em uma animação que tira o controle das mãos do jogador – problema comum em outros roguelikes 2.5D. Quem testou Hades sabe quanto esse detalhe muda a experiência: o ritmo do combate é o que move o gênero, e Realm of Ink entende isso e executa de forma perfeita.

Visualmente, é um dos indies mais únicos do ano. O Shuǐmò entrega o traço fluido das pinturas chinesas à tinta, com pinceladas largas e expressão solta. O Gōngbǐ aparece nos detalhes meticulosos dos personagens, em linhas finas e cores precisas. Essa combinação dá ao jogo um visual único que se amarra com a história do jogo. Os personagens da jornada vêm do folclore do leste asiático, mas cada um recebe um design próprio. As animações são feitas no estilo Live2D (técnica que dá movimento a artes 2D em camadas), o que transforma cada encontro com um novo NPC em uma recompensa visual.

O sistema de armas é o coração do jogo. Realm of Ink trabalha com diferentes formas de combate liberadas de forma gradual ao longo da campanha. Não entraremos em spoilers aqui, então vamos fazer referência a essas formas de combate como diferentes “armas” que a sua personagem usa. Cada uma começa com 2 ou 3 ataques básicos, que ganham modificadores ao longo das salas, capazes de mudar como a arma funciona.

Publicidade