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Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · · 2 min de leitura ·

Após pressão de funcionários, Google decide romper ligação com projeto militar

Após pressão de funcionários, Google decide romper ligação com projeto militar

O que você precisa saber

Em março deste ano, descobriu-se que funcionários do Google estavam revoltados com a decisão da empresa de fornecer tecnologia para um projeto militar do governo dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira, 1, a pressão parece ter surtido efeito.

A presidente do Google Cloud, departamento de tecnologia em nuvem da empresa, que vende soluções para outras empresas e estados, Diane Greene, anunciou a decisão de mão renovar contrato com as forças armadas dos EUA.

O anúncio foi feito em uma reunião com funcionários e não foi comunicad de forma oficial à imprensa, mas a informação acabou vazando e foi publicada pelo site norte-americano Gizmodo. O contrato atual do Google com o exército vai até 2019.

O chamado “Project Maven” é liderado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e usa a tecnologia de inteligência artificial e análise de dados do Google, o TensorFlow, para processar imagens captadas por drones em zonas de guerra.

Por meio dessa tecnologia, o Project Maven tem como objetivo criar ferramentas para automatizar o processo de identificar veículos e outros objetos de interesse do exército norte-americano. A parceria entre Google e forças armadas começou em julho de 2017.

Uma parte considerável dos funcionários da empresa não ficou satisfeita em saber que seu trabalho estava sendo usado para fins militares. Segundo eles, o envolvimento do Google no projeto levantava questões éticas importantes quanto ao desenvolvimento de inteligência artificial para a indústria da guerra.

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