Bots: Se não pode vencê-los…

O que você precisa saber
Já parou para pensar sobre a reação da maioria das pessoas em relação a novas tecnologias? Uma mistura de medo com curiosidade, sem entender bem como aquilo vai mudar sua vida. Mas não é de hoje que o ser humano desenvolve novas tecnologias para facilitar seu dia a dia. Imagina quando um homem começou a dominar o fogo ou domesticar animais. Ambos já eram conhecidos por todos, mas o domínio deles deve ter causado muito reboliço, até se tornarem tão comuns que ninguém para pra pensar em suas vidas sem eles.
Outra época que vale lembrar é a Revolução Industrial, essa mudou não só a produtividade nas fábricas, mas também viabilizou nosso estilo de vida atual. O enriquecimento e a densidade demográfica foram tão grandes que hoje um brasileiro de classe média tem uma vida muito mais confortável do que um rei do século 19. Apesar do rei ter vários súditos o abanando para que não passasse calor, hoje há muitos carros populares com ar condicionado e um banco muito mais confortável.
Essa reflexão é importante para nos tranquilizar um pouco quando olhamos para o futuro de curto prazo e prevemos o avanço da Inteligência Artificial nas nossas vidas. No geral, os principais medos quando falamos de bots são o de perder o emprego ou de não conseguir usar essa tecnologia, o que poderia gerar uma exclusão social.
Sobre o segundo argumento, é importante entender que o bot tem a função exatamente oposta. Diferentemente de sites e aplicativos, que cada nova aplicação demanda uma curva de aprendizagem, a ideia do bot é que qualquer um que saiba se comunicar por fala ou escrita consiga utilizá-lo. A máquina que deve se adaptar ao estilo das pessoas, não o contrário.
Já em relação aos empregos, o medo é, parcialmente, justificado. Sim, muita gente vai perder o emprego.
A automação no campo, por exemplo, eliminou um volume enorme de empregos. Trabalhos braçais que a maioria dos leitores aqui não desejariam para si, certo? Isso barateou o alimento para todos e, com mais dinheiro sobrando, as pessoas passaram a demandar outros produtos e serviços, o que deu origem a novas e maiores oportunidades de empregos. É o que chamamos de “perder para ganhar”.
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