Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 3 de junho de 2020 · 2 min de leitura ·

IA ajuda países a enfrentar problemas sociais causados pela pandemia

IA ajuda países a enfrentar problemas sociais causados pela pandemia

O que você precisa saber

Diante da pandemia do novo coronavírus, países apostam na inteligência artificial para implementar medidas de mitigação dos impactos econômicos e sociais provocados pela crise.

Em Togo, nação localizada na África Ocidental, as autoridades instituíram um benefício financeiro para atender famílias vulneráveis. E para garantir que o auxílio chegue a quem mais precisa, o país africano desenvolveu sistemas de machine learning (aprendizado de máquina) e big data que fornecem dados socioeconômicos baseados em informações de satélites e aparelhos celulares.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o governo togolês e o Center for Effective Global Action (CEGA) da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. A instituição de ensino também conduz projetos similares na Nigéria e Bangladesh, país do sul asiático.

Em entrevista ao portal Techxplore, o codiretor da organização, Joshua Blumenstock, destaca que a pandemia impõe desafios especialmente a países subdesenvolvidos. Ele ressalta que em muitas nações grande parte da renda da população provém de trabalhos informais. Isso impede que os governos locais possam estimar com precisão as condições socioeconômica dos habitantes por meio de dados tradicionais, como relatórios de recolhimento de impostos.

A solução da CEGA e de países parceiros implica em usar dados de satélites para tentar identificar regiões específicas em que residem moradores que precisam de apoio financeiro. O sistema ainda processa dados de redes de telefonia móvel para caracterizar as condições sociais dos cidadãos por meio de hábitos de uso e consumo dos aparelhos.

“As regiões ricas são diferentes das regiões pobres. Os telhados são feitos de material diferente. As ruas têm qualidade de infraestrutura diferente. Os lotes de fazenda são de tamanhos diferentes. E tudo isso é muito informativo sobre quais regiões são ricas e quais são pobres. Um humano pode olhar para uma imagem e talvez descobrir isso, mas você precisa de algoritmos para fazer isso na escala de um país inteiro de 195 milhões de pessoas.”, disse Blumenstock, em relação à Nigéria.

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