Nasa se une a empresas do Vale do Silício para criar sistemas de IA

O que você precisa saber
Cientistas da Nasa estão se unindo a empresas como Intel, IBM e Google para aplicar algoritmos avançados de inteligência artificial a problemas relacionados à ciência espacial.
Giada Arney, astrobióloga do Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt, Maryland, espera que o aprendizado de máquina possa ajudar ela e seus colegas a encontrar uma “agulha” no palheiro de dados que serão coletados por futuros telescópios e observatórios como o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa.
“Essas tecnologias são muito importantes, especialmente para grandes conjuntos de dados e no campo de exoplanetas”, diz Arney. “Como os dados que obteremos de observações futuras serão esparsos e conter muito ruído, vão ser muito difíceis de entender. Portanto, o uso desses tipos de ferramentas tem muito potencial para nos ajudar”.
Para ajudar cientistas como Arney a criar ferramentas de pesquisa de ponta, o Frontier Development Lab, da Nasa, ou FDL, reúne inovadores de tecnologia e pesquisa espacial durante oito semanas a cada verão para debater e desenvolver software.
O programa de quatro anos de idade é uma parceria entre o Instituto SETI e o Centro de Pesquisa Ames da Nasa, ambos baseados no Vale do Silício, onde são abundantes as incubadoras de startups. O objetivo é aproximar pessoas talentosas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
“O FDL é como se alguns músicos realmente bons, com diferentes instrumentos, se reunissem para uma jam session na garagem, descobrissem algo muito legal e dissessem: ‘Ei, temos uma banda aqui’”, diz Shawn Domagal-Goldman, um astrobiólogo do centro espacial Goddard, que com Arney orientou uma equipe da FDL em 2018.
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