Repórteres robôs são tendência no jornalismo diário em grandes veículos

O que você precisa saber
Por um lado, meios de comunicação tradicionais e digitais dispensam, em massa, jornalistas e editores. Por outro, está em ascensão o jornalismo feito por máquinas, que produzem textos a partir da leitura de bancos de dados e relatórios.
Exemplo disso é a Bloomberg, empresa e agência de notícias de tecnologia e dados para o mercado financeiro. Aproximadamente 1/3 do seu conteúdo utiliza alguma forma de produção jornalística automatizada. O sistema usado pela empresa, chamado de Cyborg, é capaz de decifrar os relatórios trimestrais de lucros da organização.
Com isso, ele ajuda os repórteres a produzirem milhares de artigos. “Os mercados financeiros estão à frente dos outros nisso”, diz John Micklethwait, editor-chefe da Bloomberg, referindo-se aos artigos produzidos por tecnologias automatizadas.
Além de escrever sobre os lucros da empresa para a Bloomberg, repórteres robôs têm sido produtivos em outras atividades. É o caso, por exemplo, de artigos sobre beisebol da segunda divisão para a Associated Press (AP), futebol do ensino médio para o The Washington Post e terremotos para o Los Angeles Times.
A AP foi uma das primeiras a fazer, em 2014, negócios com a Automated Insights (AI). Essa empresa, que produz software de geração de linguagem, é capaz de criar bilhões de histórias feitas por máquinas por ano.
Os executivos de jornalismo tentam acalmar os repórteres e editores dizendo que isso não é uma ameaça para os funcionários humanos. Apesar de as ferramentas automatizadas serem parte importante da redação de alguns jornais, a ideia, segundo eles, é permitir que os jornalistas passem mais tempo em outros trabalhos essenciais.
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