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Internet e Redes Sociais · 13 de abril de 2023 · 4 min de leitura ·

Ataque em escolas: como agir com tantas ameaças nas redes sociais?

Ataque em escolas: como agir com tantas ameaças nas redes sociais?

Após o ataque à escola Thomazia Montoro, na zona oeste de São Paulo, e seguidas ocorrências e ameaças, o secretário da Educação do Estado argumentou que o ocorrido foi uma “fatalidade” e que aconteceu “muito rápido”. O posicionamento de Renato Feder veio em entrevista ao UOL.

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No caso, um estudante da unidade brigou com um colega de classe, proferindo insultos racistas, e quatro dias depois fez o atentato. O comportamento agressivo do aluno já havia sido identificado.

Imagina uma escola rodando, com centenas de alunos ali, um monte de questões. Entra um aluno, 15 dias depois ele deu problema e a diretora falou ‘vou conversar com ele’. Estava lá na agenda dela. Foi uma fatalidade.

Para ele, como política de Estado, é essencial o “caminho do acolhimento, da saúde mental e da prevenção” nas escolas. Logo após o ataque, o secretário anunciou o retorno de psicólogos nas escolas e a contratação de uma segurança particular desarmada em locais com mais ameaças.

Em um momento de insegurança como esse, Renato Feder defende que a presença da polícia é necessária em casos pontuais.

Em um momento como o que a gente está de insegurança, a gente precisa de segurança. Então, uma escola que tem uma ameaça real, eu preciso da polícia, não tem opção. Numa escola que tem muita briga, talvez um segurança seja muito importante para levar por um período uma paz. Mas como política de Estado, acredito na prevenção e na saúde mental.

Ainda de acordo com o secretário, é importante separar o que é ameaça real e o que não é:

Os pais têm que ter essa consciência que o celular dele não está conectado com a escola real. A escola real tem pessoas normais, num ambiente saudável, num ambiente salutar. […] São universos separados, onde no celular tem essas pessoas, infelizmente, às vezes inconscientemente irresponsáveis, que espalham o pânico, muito mais rápido que um incêndio.

Registro de ocorrências

  • O secretário afirmou que a Placon, a plataforma para que as escolas registrem as ocorrências, está em funcionamento e que os gestores recebem respostas dos casos.
  • Diretores de instituições, porém, declararam que não receberam retorno dos registros.
  • Feder confirmou que a plataforma ainda passará por melhorias e que a ideia “é ter um aplicativo integrado com a Saúde, com o Conselho Tutelar, com a Justiça da primeira infância e juventude”.
  • O secretário pretende que o aplicativo zere as possibilidades de falha.
  • Quanto a novas ameaças, Renato Feder pediu que a população não espalhe mensagens desse teor para não causar pânico.

Escola não pode fazer tudo sozinha

Em entrevista exclusiva ao Olhar Digital, a diretora do Centro de Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas, Claudia Costin, lembrou que “a escola não pode tudo sozinha” e atentou para a necessidade de atenção aos sinais tanto nas instituições, quanto na internet.

Ela defendeu que, com a preparação correta dos professores e de profissionais da saúde, como psicólogos, é possível detectar sinais.

Escola não pode tudo sozinha. A escola pode fazer sua parte em educar para a paz, para uma comunicação não agressiva, aprender a ter uma correta preparação dos professores para entender sinais amarelos ou vermelhos que são enviados com uma formação oferecida por psicólogos.

Ela alertou que menosprezar o bullying também é um erro e que isso pode levar jovens a agirem de forma violenta.

Muitas vezes, os adultos subestimam essa questão do bullying (…), o que é um erro atroz. Muitos jovens desenvolvem uma depressão muito forte a partir de bullying e outros podem virar agressores, pelas pesquisas.

Segurança nas escolas

Para Claudia Costin, a segurança nas escolas é, sim, um fator que pode ajudar. Ela lembra que a reação policial foi rápida no caso da escola Thomazia Montoro. Isso, porém, deve ser acompanhado de um esforço de monitoramento das redes sociais por parte das autoridades competentes.

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