
O Big Brother Brasil (BBB) completa 20 anos em 2022 como o reality show de maior sucesso da TV brasileira. Com mais de 320 ex-participantes até hoje, não é estranho que tenhamos ex-BBBs em diversas áreas que vão desde a dramaturgia, até a política, passando pela música e pelo entretenimento.
Porém, a maior parte dos ex-participantes que conseguiram uma carreira prolífica depois de participar do programa, como a apresentadora Sabrina Sato e a atriz Grazi Massafera, não foram necessariamente os campeões de suas respectivas edições.
Em um exercício de memória, buscamos relembrar os 21 campeões do BBB, desde Kleber “Bambam”, até Juliette, a ex-BBB mais seguida no Instagram, passando por Diego “Alemão”, Dhomini e outros menos célebres, que foi até um pouco difícil lembrar de cabeça.
O começo de tudo
No longínquo ano de 2002, Kleber de Paula Pedra, conhecido pelo apelido “Bambam”, conquistou o Brasil e se sagrou o primeiro campeão da versão tupiniquim do Big Brother e levou para casa R$ 500 mil. Hoje, o agora ex-dançarino ganha a vida como influenciador fitness, ensinando dietas e treinos para hipertrofia.

No mesmo ano, o domador de cavalos Rodrigo Leonel, então com 32 anos, levou para casa o prêmio de meio-milhão de reais. Porém, investimentos malsucedidos fizeram com que o “Cowboy”, como ficou conhecido, precisasse voltar a ser empregado em fazendas no interior de São Paulo para sobreviver.
Em 2003, após travar batalhas épicas contra o massoterapeuta Jean Massumi, o Brasil escolheu André Augusto Ferreira Fontes, o Dhomini, como terceiro campeão do Big Brother. Hoje, o ex-assessor parlamentar goiano vive na região da Chapada dos Veadeiros e trabalha com marketing multinível.
A primeira mulher
No ano seguinte, finalmente uma mulher venceu o Big Brother Brasil. A babá Gecilda da Silva dos Santos, a Cida, então com apenas 20 anos, faturou os R$ 500 mil. Porém, a má gestão do dinheiro, uma série de empréstimos e um golpe financeiro fizeram Cida perder todo o dinheiro ganho no BBB.
Um dos vencedores mais célebres do BBB foi o professor baiano Jean Wyllys. A primeira edição com prêmio de R$ 1 milhão, também foi a primeira vencida por um membro da comunidade LGBTQIA+. Cinco anos depois, Jean entrou para a política, onde se elegeu por três vezes deputado federal pelo Psol do Rio de Janeiro.

A sexta edição do BBB foi vencida pela auxiliar de enfermagem Maria Nilza Viana dos Santos, a Mara. E, pode-se dizer que ela foi quem usou melhor o dinheiro do prêmio. Com seu R$ 1 milhão, Mara pagou um tratamento de saúde para a filha e investiu o restante em imóveis de aluguel e uma pousada em Porto Seguro.
O fenômeno Alemão
Um dos mais famosos e lembrados vencedores do Big Brother Brasil é Diego Gasques, o Diego Alemão. O administrador de empresas conquistou o Brasil e levou nada menos do que 95% dos votos na final. Porém, o Alemão não conseguiu o sucesso esperado do lado de fora da casa. Hoje, Diego disputa torneios de poker.

No auge do movimento emocore, em 2008, um de seus representantes saiu vencedor da “casa mais vigiada do Brasil”. Rafael Ribeiro Medeiros de Carvalho, o Rafinha, foi o campeão do BBB 8 e levou para casa R$ 1 milhão. Hoje, o campineiro é dono de um estúdio de tatuagens em sua cidade natal.
Na nona edição do BBB, o vencedor foi o artista plástico Max Porto, que foi o campeão com menor vantagem sobre o segundo colocado, apenas 0,24%. Hoje, Max atua em várias frentes, sendo a principal delas as artes plásticas. O ex-BBB possui uma loja online onde comercializa esculturas de personagens da cultura pop.
A segunda chance
O BBB 10 foi o primeiro a dar a oportunidade de ex-participantes voltarem à casa do Big Brother Brasil. A ideia deu certo e um dos que retornaram ao jogo acabou vencendo a competição e levando R$1,5 milhão para casa, o lutador de jiu-jitsu Marcelo Dourado. Hoje, Dourado segue se dedicando às artes marciais.
Entre para comentar.