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Internet e Redes Sociais · 29 de janeiro de 2023 · 3 min de leitura ·

Elon Musk dando calote no Rei Charles III? Entenda 

Elon Musk dando calote no Rei Charles III? Entenda 

Elon Musk

Twitter logo

Não está fácil para ninguém, nem para Elon Musk! O Crown State, que administra propriedades do Rei Charles III, processou o Twitter por não pagar o aluguel de escritórios em Londres. A queixa foi apresentada na justiça britânica. 

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E essa não é a primeira vez que aparece um “Senhor Barriga” na vida do bilionário. Em dezembro, a empresa não pagou o aluguel dos escritórios globais por semanas. Desde então, proprietários em São Francisco, Seattle e Londres processaram o aplicativo. Em Singapura, funcionários chegaram a ser até despejados por um tempo. 

Esse calote foi considerado uma tentativa de negociar melhores condições de pagamento. Na capital inglesa, porém, esse não parece o plano. O espaço foi esvaziado, dando a entender que o Twitter não voltará ao escritório. Isso não significa, porém, que Elon Musk sairá impune. 

O Crown State administra US$ 19,2 bilhões (R$ 98,74 bilhões) em imóveis, incluindo 241 propriedades no centro de Londres.  

Outras crises

  • A empresa dona da sede do Twitter, localizada em São Francisco, nos Estados Unidos, alega que a inquilina está atrasada no aluguel. Por isso, a SRI Nine Market Square entrou com um processo pedindo mais de US$ 3 milhões não pagos entre dezembro e janeiro. O valor, na verdade, passaria de US$ 6 milhões – mas caiu pela metade porque o Twitter tinha uma carta de crédito com a dona da sede, que servia como garantia de pagamentos.
  • A empresa ainda cobra o acerto de taxas em atraso e juros sobre o aluguel devido, além de uma compensação pelos danos da violação de contrato. Ainda de acordo com a SRI Nine Market Square, o Twitter teria a obrigação contratual de aumentar a carta de crédito para US$10 milhões, o que não foi feito. Essa é outra cobrança da companhia em cima de Elon Musk. 
  • Desde que Elon Musk assumiu o comando do Twitter, as equipes da rede social foram reduzidas significativamente. Conforme mostram dados de registros internos da empresa vistos pela CNBC, o número de funcionários diminuiu de 7.500 para cerca de 1.300 desde que o bilionário sul-africano comprou a empresa, ou seja, uma redução drástica de quase 80%. Após a publicação da reportagem pela CNBC, Elon Musk rebateu as informações do site argumentando que a rede social tem atualmente 2.300 funcionários em tempo integral, cerca de 1.000 colaboradores a mais do que foi apurado. 

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Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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