


Em meio a um dos mais turbulentos processos eleitorais da história dos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump, o provável candidato republicano, teria se encontrado com o segundo homem mais rico do mundo, o bilionário Elon Musk, no verão do ano passado.
Além de política e negócios, os dois teriam discutido um assunto um pouco diferente: Trump teria indagado Musk se ele estaria interessado em comprar a rede social dele, a Truth Social.
A informação foi divulgada pelo jornal The Washington Post, um dos veículos de imprensa mais respeitados de todo o mundo. O Post conversou com pessoas próximas aos dois, que não quiseram ser identificadas.
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De acordo com a reportagem, Musk, que já é dono da Tesla, da SpaceX e do X (antigo Twitter) teria recusado a proposta. Isso, porém, não significa que as negociações terminaram completamente.
As conversas entre os dois deve se tornar mais frequentes, principalmente porque ambos estão no campo mais conservador da política. Musk é um crítico ferrenho do atual presidente Joe Biden e já até acusou o democrata, recentemente, de usar a entrada de imigrantes para vencer a corrida eleitoral.
Biden’s strategy is very simple:
1. Get as many illegals in the country as possible.
2. Legalize them to create a permanent majority – a one-party state.
That is why they are encouraging so much illegal immigration. Simple, yet effective. pic.twitter.com/B9M5ypUOQB
— Elon Musk (@elonmusk) February 3, 2024
Indagado, porém, sobre se doaria dinheiro para a campanha de Trump, o dono da Tesla foi direto em responder que não vai se envolver financeiramente com nenhum dos candidatos.
Just to be super clear, I am not donating money to either candidate for US President
— Elon Musk (@elonmusk) March 6, 2024
O que disseram os citados
O The Washington Post questionou Elon Musk sobre a conversa que ele teria tido com Trump sobre a Truth Social e ele se esquivou. Limitou-se a dizer que “nunca esteve em Mar-a-Lago”, a propriedade do ex-presidente em Palm Beach.
Já o grupo Trump Media & Technology deu uma resposta grosseira às indagações feitas pela publicação. Num comunicado enviado por email, a porta-voz da Trump Media, Shannon Devine, afirmou o seguinte:
“Ouvimos dizer que Trump e Musk estavam a discutir a compra do Washington Post, mas decidiram que [o jornal] não tinha valor”, ironizou.
Uma rede social que deu errado
- Vale lembrar que a Truth Social nasceu em 2022, meses após Trump ser banido do Facebook e do Twitter, por ter incitado a invasão ao Capitólio, após perder as eleições para Biden.
- O projeto era ambicioso, a começar pelo nome: traduzindo para o Português, seria uma espécie de rede social da verdade…

- O ex-presidente até que tentou alavancar a iniciativa, tendo parado, inclusive, de postar no então Twitter, um concorrente direto.
- Só que os números não acompanharam.
- A empresa esperava alcançar 56 milhões de usuários até 2024 e 81 milhões até 2026.
- De acordo com dados da Similarweb, porém, a Truth Social tinha apenas 607 mil usuários mensais em meados do ano passado.
- Só para a gente comparar, o X tem mais de 1,3 bilhões de contas e pelo menos 335 milhões de usuários ativos (informações também do ano passado).
- O fiasco levou a dados contábeis também ruins.
- Em abril de 2023, Trump disse num documento de divulgação financeira para a sua candidatura presidencial que a sua participação de 90% na empresa valia entre 5 milhões e 25 milhões de dólares e que o seu rendimento tinha sido inferior a US$ 200…
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