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Internet e Redes Sociais · 3 de setembro de 2021 · 3 min de leitura ·

Fake news tem 6x mais engajamento no Facebook, indica estudo

Fake news tem 6x mais engajamento no Facebook, indica estudo

Logo do Facebook

Um novo estudo revisado por pesquisadores da Universidade de Nova York e da Université Grenoble Alpes, na França, pretende mostrar que a desinformação tem seis vezes mais engajamento no Facebook do que notícias reais, segundo o The Washington Post .

Portanto, o estudo analisou postagens das páginas do Facebook de mais de 2.500 editores de notícias entre agosto de 2020 e janeiro de 2021. Eles descobriram que as páginas que publicam mais informações incorretas recebem mais curtidas, compartilhamentos e comentários. 

O aumento de engajamento foi visto em todo o espectro político, porém, o estudo também descobriu que “os editores da direita têm uma propensão muito maior para compartilhar informações enganosas do que os editores de outras categorias políticas”.

Ademais, os pesquisadores compartilharão o estudo como parte da Conferência de Medição da Internet 2021 em novembro. Um porta-voz do Facebook apontou que o estudo olha apenas para o engajamento, e não para “alcance”, que é o termo que a empresa usa para descrever quantas pessoas veem um conteúdo no Facebook, independentemente de interagirem com ele.

Ilustração de fake news nas redes sociais
BigNazik/Shutterstock

Inclusive, o Facebook não disponibiliza dados de alcance para pesquisadores. Em vez disso, eles e outros que querem entender e quantificar o problema de desinformação da plataforma de mídia social muitas vezes recorrem a uma ferramenta chamada CrowdTangle, que é propriedade da empresa.

A plataforma cortou o acesso do grupo de pesquisadores a esses dados e disse que continuar a dar a pesquisadores terceirizados acesso aos dados pode violar um acordo com a Federal Trade Commission que ela firmou após o escândalo Cambridge Analytica.

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Com o objetivo de reprimir as alegações de que a desinformação é um problema no Facebook, a empresa divulgou um “relatório de transparência” em agosto sobre os posts mais vistos na plataforma durante o segundo trimestre do ano , de abril a junho. 

Porém, o The New York Times revelou que a marca cancelou os planos de lançar um relatório sobre o primeiro trimestre porque a postagem mais vista entre janeiro e março foi um artigo que relacionava a vacina contra o coronavírus à morte de um médico da Flórida.

Fonte: The Verge

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Gabriela Bulhões é redator(a) no Olhar Digital

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